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Brasília - O Índice de Preços ao Consumidor
Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial do país, medida
pelo IPCA, subiu para 0,37% em novembro, ante a taxa de 0,29% apurada em
outubro. De acordo com dados divulgados hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), a alta do índice foi puxada pelo aumento nos
preços dos alimentos. A variação chegou a 1,35% em novembro, ficando bem acima
do que foi registrado no mês anterior, de 0,47%.
Entre os produtos que ficaram mais caros estão as carnes
bovinas (4,23%) e o frango (13,03%). Outros produtos que também pesam na despesa
das famílias e que aumentaram de preço, foram o tomate (28,01%), a
batata-inglesa (6,63%), a farinha de mandioca (4,66%), as frutas (3,39%) e o
arroz (3,65%). As refeições servidas em restaurantes foram reajustadas em
0,94%.
Em contra-partida, continuaram com os preços em queda o
açúcar cristal (-7,66%) e refinado (-3,26%), a cenoura (-9,83%) e leite
pasteurizado (-1,04%). De acordo com o IBGE, o IPCA-15 de novembro só não foi mais
alto devido à queda nos preços de produtos como o álcool combustível (-1,36%),
automóvel usado (-2,20%), e de aparelhos de TV, som e informática
(-1,01%).
Regionalmente, o índice de novembro foi mais alto em
Curitiba (0,97%), onde ficaram mais caros o litro da gasolina (6,89%), e do
álcool combustível (8,04%) e também os remédios (0,92%). A taxa mais baixa foi
registrada em Goiânia (0,14%).
Entre janeiro e novembro, o IPCA-15 acumula alta de 2,60% e
nos últimos 12 meses, de 2,99%. Para o cálculo da taxa
de novembro, os preços foram coletados entre os dias 12 de outubro e 13 de
novembro e comparados com os vigentes entre 13 de setembro e 11 de outubro.
A
metodologia é a mesma usada para o cálculo do IPCA, ou seja, o índice é apurado
entre famílias com rendimento mensal da um a 40 salários mínimos residentes nas
regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife,
São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e
Goiânia.
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