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24 de Novembro de 2006 - 18h17 - Última modificação em 25 de Novembro de 2006 - 14h36


Computadores portáteis de baixo custo chegarão ao país na próxima semana

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

 
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Ricardo Stuckert/PR
Guarulhos - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva exibe computador portátil entregue por Nicholas Negroponte, do MIT (instituto dos Estados Unidos). Cinqüenta unidades serão destinadas a alunos do programa Um Computador por Aluno. Guarulhos - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva exibe computador portátil entregue por Nicholas Negroponte, do MIT (instituto dos Estados Unidos). Cinqüenta unidades serão destinadas a alunos do programa Um Computador por Aluno.
São Paulo - Os 50 primeiros computadores portáteis que serão usados pelos participantes do programa Um Computador por Aluno chegarão ao país na segunda-feira (27). A entrega simbólica foi feita hoje (24), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por um dos fundadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (EUA), Nicholas Negroponte, na Base Aérea de Guarulhos.

Essas unidades, que custam cerca de US$ 100 e são produzidas pela Organização Não-Governamental One Laptop Per Child (OLPC – Um computador por criança), ligada ao Instituto norte-americano, serão utilizadas para testes.

O projeto nasceu de proposta feita pela OLPC ao governo brasileiro, no início de 2005. A organização pretende vender um milhão de computadores portáteis a baixo custo, mas para chegar ao baixo valor é necessário reunir pelo menos cinco pedidos de um milhão de unidades, de um ou mais países.

Ao levar um computador a cada aluno, o projeto pretende revolucionar a educação, já que atingirá o ensino público fundamental e o médio. Os alunos poderão levar o equipamento para casa, o que propiciará a inclusão digital de toda a família. O terceiro objetivo é incluir a cadeia produtiva do país no projeto.

Segundo Negroponte, esse é um projeto educacional e não comercial, pois a OLPC é uma organização sem fins lucrativos. “Nós estamos trabalhando nesse projeto em pelo menos três continentes. Nosso objetivo é eliminar a pobreza por meio do aprendizado”, disse. E acrescentou que a meta não é fazer com que as crianças aprendam sobre computadores: “Queremos que as crianças aprendam a aprender”.

Negroponte ressaltou que o Brasil é importante para o projeto porque já incentiva a inclusão digital, o que torna o processo de aprendizado com o uso dos computadores portáteis natural para as crianças. Ele lembrou que todos os servidores dos  computadores serão fabricados no país: de 25 a 50 mil no primeiro ano.

Em janeiro de 2007 deverão ser enviados mais mil computadores portáteis para o Brasil. Também participam do projeto a Argentina, a Nigéria, a Líbia e a Tailândia.


 


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