Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
26 de Novembro de 2006 - 17h38 - Última modificação em 22 de Fevereiro de 2007 - 12h11


Conselheiro acusa poder público de omissão no combate à prostituição infantil

José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Marcello Casal Jr/ABr
Luziânia - Eulógio Alves de Melo Neto, conselheiro tutelar de Fortaleza, participa do encerramento do 3º Congresso Nacional de Conselhos Tutelares.
Luziânia - Eulógio Alves de Melo Neto, conselheiro tutelar de Fortaleza, participa do encerramento do 3º Congresso Nacional de Conselhos Tutelares.
Brasília - O conselheiro tutelar de Fortaleza, Eulógio Alves de Melo Neto, afirmou hoje (26) que a prostituição infantil na cidade é fruto, também, da omissão do poder público municipal e estadual. “Os gestores públicos são os maiores violadores dos direitos dos menores em Fortaleza, pois não cumprem o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente”, acusa, Eulógio, que há cinco anos atua na área.

De acordo com ele, há uma completa falta de infra-estrutura nos Conselhos Tutelares da cidade, como a falta de equipamentos, de veículos, de equipes de apoio. “São 2,4 milhões de habitantes em Fortaleza, e o estatuto diz que a cada 200 mil habitantes tem que haver um conselho. Se hoje só temos três conselhos, há um déficit de seis”, denuncia Eulógio. Ele participou do III Congresso Nacional de Conselhos Tutelares, que começou na quinta-feira (23) e terminou hoje (26), em Luziânia (GO).

Segundo o conselheiro, apesar de ser um belo pólo turístico, Fortaleza peca em não combater efetivamente a rede de prostituição infantil, que envolveria uma parcela dos taxistas, hotéis e agentes de viagens. “Nós conselheiros temos tentado, arduamente, combater essa rede que traz o turista estrangeiro para tirar a dignidade das nossas crianças e adolescentes.”

Eulógio disse que há 550 crianças de rua na capital cearense, e muitas podem estar sendo induzidas à prostituição. “Nos pacotes turísticos já vêm incluso muita coisa, até o corpo de crianças e adolescentes ofertados aos gringos. A média de preço é de R$ 200. Mas existem atravessadores, e no fim o menor só recebe entre 10% e 20% do programa sexual. Isso ainda é gritante em Fortaleza, mas não vamos medir esforços para combater essa prática criminosa”, afirmou.

O conselheiro disse que os conselhos tutelares também encontram barreiras nas próprias famílias dos menores, pois estas, muitas vezes, “impulsionam as crianças para ir às ruas, usando-as para garantir a subsistência, mas, parte delas, acaba seguindo para a prostituição”.  


 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina