Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
27 de Novembro de 2006 - 22h32 - Última modificação em 27 de Novembro de 2006 - 22h32


Para secretário, urbanização e aquecimento global favorecem proliferação da dengue

Monique Maia
Da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Brasília - A dengue está entre os principais problemas de saúde pública em vários países do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima que a doença exista em mais de 100 países e cerca de 80 milhões de casos surjam todo ano.

De acordo com o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta, o crescimento da doença em nível mundial pode ser justificado por quatro fatores: desenvolvimento dos centros urbanos, concentração da população nesses locais, aumento na produção de bens descartáveis e aquecimento global.

“O principal transmissor da dengue, o Aedes aegypti, é um vetor essencialmente urbano e nós tivemos no mundo uma concentração das populações em centros urbanos. Essa concentração não acompanhou medidas de saneamento, de coleta de lixo. Além disso, tivemos nos últimos anos uma produção muito intensa de descartáveis, que são os criadouros preferenciais. Essa conjugação de fatores, juntamente com o aquecimento global, contribuiu para a proliferação do mosquito nas cidades. As temperaturas elevadas e as chuvas oferecem condições ideais para sua reprodução”, disse Pimenta. Plásticos, embalagens de refrigerante e pneus são, segundo ele, exemplos de criadouros.

Para o secretário executivo do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a dengue já pode ser caracterizada no mundo como uma endemia em países da Ásia, África e América Latina. "O mosquito se adaptou muito bem às condições atuais, então está presente em todos os países do mundo que têm condições climáticas para tal”, avaliou.

No entanto, Fabiano Pimenta explica que o Brasil vem implementando ações de combate desde os anos 40. Antes, a proposta era de erradicação do mosquito. “A partir de 2002, em um seminário internacional que contou com a participação de países que convivem com a dengue, ficou claro que não existe proposta de erradicação do mosquito a curto prazo. Então, foram desenvolvidas ações de controle, como as campanhas e capacitação de agentes de saúde”.

Hoje (27), o Ministério da Saúde divulgou diagnóstico sobre ameaça de dengue em 170 municípios brasileiros. Também neste mês, lançou uma campanha com o slogan “Não esqueça: a dengue se combate todo o dia”.



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina