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30 de Novembro de 2006 - 19h26 - Última modificação em 30 de Novembro de 2006 - 19h26


Empresários culpam taxa de juros e câmbio pelo fraco crescimento do PIB

Gabriel Corrêa
Da Agência Brasil

 
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São Paulo - Representantes da indústria paulista apontaram a manutenção dos juros elevados e o câmbio desfavorável como as principais causas do crescimento do PIB de apenas 0,5% no terceiro trimestre. O diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Boris Tabacof, disse que “enquanto o governo entender que é possível conciliar política econômica de juros elevados e câmbio valorizado com crescimento econômico, o país não crescerá na velocidade necessária”.

De janeiro a setembro, segundo Tabacof, o crescimento da indústria de transformação, de  1,4%, e do setor de comunicações, que produziu menos 1,2%), foram os mais prejudicados pelos juros e câmbio, e os que mais dificultaram o crescimento do PIB no período, de 2,5% .

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), que representa grandes empresários do pais, criticou em nota o fraco crescimento do PIB, “apesar da redução da taxa de juros básica ao longo do ano, esta ainda se encontra num patamar elevado em termos nominais e reais”.

Além de juros menores e câmbio mais favorável à exportação, o IEDI diz que é necessária uma “menor carga tributária sobre o setor produtivo e a retomada do investimento público em infra-estrutura”.

O presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Abram Szajman, considerou que "o crescimento de apenas 3,2% do PIB em relação ao mesmo período de 2005 não (...) causa surpresa, mas descontentamento. Enquanto o governo privilegiar o controle monetário em detrimento ao estímulo à produção, é provável que resultados semelhantes se repitam".



 


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