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São Paulo - Representantes da indústria paulista apontaram a manutenção
dos juros elevados e o câmbio desfavorável como as principais causas do
crescimento do PIB de apenas 0,5% no terceiro trimestre. O diretor do
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Boris Tabacof, disse que
“enquanto o governo entender que é possível conciliar política econômica de
juros elevados e câmbio valorizado com crescimento econômico, o país não
crescerá na velocidade necessária”.
De janeiro a setembro, segundo Tabacof, o crescimento da indústria de
transformação, de 1,4%, e do setor de
comunicações, que produziu menos 1,2%), foram os mais prejudicados pelos juros
e câmbio, e os que mais dificultaram o crescimento do PIB no período, de 2,5% .
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), que representa
grandes empresários do pais, criticou em nota o fraco crescimento do PIB, “apesar
da redução da taxa de juros básica ao longo do ano, esta ainda se encontra num
patamar elevado em termos nominais e reais”.
Além de juros menores e câmbio mais favorável à exportação,
o IEDI diz que é necessária uma “menor carga tributária sobre o setor produtivo
e a retomada do investimento público em infra-estrutura”.
O presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo
(Fecomércio), Abram Szajman, considerou que "o crescimento de apenas 3,2%
do PIB em relação ao mesmo período de 2005 não (...) causa surpresa, mas
descontentamento. Enquanto o governo privilegiar o controle monetário em
detrimento ao estímulo à produção, é provável que resultados semelhantes se
repitam".
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