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Rio de Janeiro - Para marcar as celebrações pelo Dia Mundial de Combate à
Aids nesta sexta-feira, a ONG Pela Vida promoveu, na tarde de hoje (30), o
seminário “Aids 25 anos: vitórias e desafios”, no Rio de Janeiro. O seminário,
que também será realizado no dia 5 de dezembro, discute medidas atuais para o
combate à epidemia, como novos medicamentos, adesão ao tratamento, investimento
em projetos de prevenção e distribuição de preservativos.
O infectologista do Programa Nacional de DST/Aids, do
Ministério da Saúde, Ronaldo Hallal lembrou em sua palestra que o Ministério da
Saúde não investe somente na prevenção contra a transmissão sexualmente
transmissível do HIV. “O Brasil tem priorizado a redução da transmissão
vertical do HIV e a erradicação da sífilis congênita. Dessa forma, são
realizadas ações concretas de ampliação do acesso ao diagnóstico do HIV e
utilização de medidas concretas para evitar a transmissão vertical do HIV e da
sífilis” afirmou.
A transmissão vertical do vírus, que passa da mãe para o
bebê, através do parto ou da amamentação, diminuiu em 50% nos últimos dez anos
graças às medidas públicas de prevenção, disse Hallal.
Segundo o infectologista, uma data importante a ser
celebrada são os 10 anos da criação da lei de acesso universal e gratuito à
terapia anti-retroviral no Brasil. Após a lei, o Brasil se tornou referência no
mundo como um país atuante no combate à doença, disse.
A iniciativa de garantir gratuitamente o coquetel de drogas
antivirais a todos os pacientes soropositivos fez com que, nos últimos anos, o
país se tornasse um dos poucos no mundo a aumentar a sobrevida e reduzir a
incidência de doenças oportunistas causadas pelo HIV. Atualmente 180.000
pacientes recebem o coquetel de graça, através do Sistema Único de Saúde.
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