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30 de Novembro de 2006 - 18h29 - Última modificação em 30 de Novembro de 2006 - 18h29


Seminário discute programas de combate à aids

Carolina Cabral
Da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Para marcar as celebrações pelo Dia Mundial de Combate à Aids nesta sexta-feira, a ONG Pela Vida promoveu, na tarde de hoje (30), o seminário “Aids 25 anos: vitórias e desafios”, no Rio de Janeiro. O seminário, que também será realizado no dia 5 de dezembro, discute medidas atuais para o combate à epidemia, como novos medicamentos, adesão ao tratamento, investimento em projetos de prevenção e distribuição de preservativos.

O infectologista do Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde, Ronaldo Hallal lembrou em sua palestra que o Ministério da Saúde não investe somente na prevenção contra a transmissão sexualmente transmissível do HIV. “O Brasil tem priorizado a redução da transmissão vertical do HIV e a erradicação da sífilis congênita. Dessa forma, são realizadas ações concretas de ampliação do acesso ao diagnóstico do HIV e utilização de medidas concretas para evitar a transmissão vertical do HIV e da sífilis” afirmou.

A transmissão vertical do vírus, que passa da mãe para o bebê, através do parto ou da amamentação, diminuiu em 50% nos últimos dez anos graças às medidas públicas de prevenção, disse Hallal.

Segundo o infectologista, uma data importante a ser celebrada são os 10 anos da criação da lei de acesso universal e gratuito à terapia anti-retroviral no Brasil. Após a lei, o Brasil se tornou referência no mundo como um país atuante no combate à doença, disse.

A iniciativa de garantir gratuitamente o coquetel de drogas antivirais a todos os pacientes soropositivos fez com que, nos últimos anos, o país se tornasse um dos poucos no mundo a aumentar a sobrevida e reduzir a incidência de doenças oportunistas causadas pelo HIV. Atualmente 180.000 pacientes recebem o coquetel de graça, através do Sistema Único de Saúde.



 


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