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1 de Dezembro de 2006 - 17h36 - Última modificação em 1 de Dezembro de 2006 - 17h36


Culpado pelo baixo crescimento, FMI não deveria dar conselhos, diz ministro

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, pediu hoje (1º) que o Fundo Monetário Internacional (FMI) "não se meta mais aqui, porque nós temos como tocar nossa vida". Foi a resposta de Marinho à pergunta dos jornalistas sobre declaração dada ontem (30), pela diretora do Departamento Fiscal do FMI, a italiana Tereza Ter-Minassian. A diretora do Fundo afirmou que, para crescer economicamente, o Brasil precisa aprofundar as "reformas estruturais" defendidas pelo FMI, como a da previdência.

Marinho culpou o FMI pelo crescimento econômico vivido pelo Brasil nos últimos anos, abaixo da média mundial. "Se o FMI entendesse desse assunto, pelo tempo que ele orientou o Brasil, estaríamos crescendo a 10%. O Brasil está assim pelas lições do passado do FMI", afirmou, durante visita ao Rio de Janeiro.

Em entrevista esta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que uma reforma da previdência está fora da agenda do governo. “Se você comparar o que ela (previdência) recebe dos trabalhadores e dos empresários e se você analisar o que recebe os trabalhadores que pagam a previdência o déficit é muito pequeno. O déficit é muito mais do Tesouro do que da Previdência”, defendeu. Especialista em contas públicas, o professor da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli concorda com Lula. “A seguridade social é amplamente superavitária. O déficit só acontece porque entre outras razões, 20% dos recursos são subtraídos pela Desvinculação de Recursos da União (DRU). Com a retirada desse valor é que a seguridade social, constituída por previdência, saúde e assistência, fica com saldo negativo”.

 


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