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1 de Dezembro de 2006 - 15h16 - Última modificação em 1 de Dezembro de 2006 - 15h44


Exposição artística marca o Dia Mundial de Luta contra a Aids em Brasília

Irene Lôbo
Repórter da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
Brasília - Estacas fincadas formando o laço símbolo do combate à aids composto por balões vermelhos na Esplanada dos Ministérios, como parte das atividades do dia mundial de luta contra a doença.
Brasília - Estacas fincadas formando o laço símbolo do combate à aids composto por balões vermelhos na Esplanada dos Ministérios, como parte das atividades do dia mundial de luta contra a doença.
Brasília - Uma área de 24 mil metros quadrados do gramado central da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, recebeu hoje (1º) a instalação "Contatos", da artista plástica carioca Bia Lessa. São 12.090 estacas de madeira com uma fita solta fincadas no gramado, com o nome e a idade de mil pessoas. Outras estão em branco, para que os visitantes da mostra comprometidos com a luta contra a aids também deixem sua marca.

“Estas estacas são a possibilidade das pessoas que queiram entrar na luta contra a aids, que tenham ou não o HIV. Por isso a gente tem alguns nomes e pedimos para as pessoas escreverem os seus nomes”, afirma Bia. A artista explica que a idéia da exposição foi trabalhar com várias escalas de visão. De cima, a vista aérea mostra um laço vermelho, símbolo da luta contra a doença. Também dá para ver a frase “Eu me escondia para morrer, hoje me mostro para viver”, de autoria da Rede Nacional de Pressoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+), pintada no gramado.

O mesmo texto será projetado nas duas torres do Congresso Nacional, às 19 horas de hoje. Até a meia-noite, o Congresso vai apagar pela primeira vez na história as suas luzes em homenagem às pessoas que vivem com HIV. A frase será projetada também nas cúpulas da Câmara e do Senado.

Na abertura da instalação, quatro laços vermelhos gigantes feitos com balões de gás, de 10 metros de comprimento cada um, foram soltos em pleno gramado da esplanada, e um grupo de voluntários da sociedade civil se abraçou para formar um laço vermelho. A exposição permanece nos gramados da esplanada até domingo.


 


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