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3 de Dezembro de 2006 - 18h21 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2006 - 18h21


Portadores de deficiência comemoram direitos garantidos em convenção internacional

Irene Lôbo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Um grupo de portadores de necessidades especiais de Brasília comemorou hoje (3), Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a aprovação, pela Organização das Nações Unidas (ONU), da primeira convenção internacional que garante aos deficientes os mesmos direitos que tem a sociedade em geral.

O Instituto Cultural e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência (ICP) promoveu apresentações culturais, palestras, atividades lúdicas, exposição de artesanato, encaminhamento de pessoas com deficiência para o emprego, distribuição de cadeiras de rodas e de computadores.

A coordenadora-geral da Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde), Izabel Maior, lembrou que os 192 países representados na ONU aprovaram a Convenção, após cinco anos de negociações. “Assim como hoje nós estamos comemorando os 25 anos do Ano Internacional da Pessoa Deficiente – era o nome na época –, a Convenção é um marco ainda mais importante, porque ela é uma obrigação. É a nossa expectativa é a de que o Brasil, que trabalhou tanto na época da elaboração, seja um dos primeiros países a ratificar e, portanto, ajudar a convenção a entrar em vigor”, disse.

Primeiro tratado do século 21 aprovado na área dos direitos humanos, a Convenção não cria novos direitos, apenas proíbe a discriminação em relação às pessoas com deficiência em todas as áreas da vida, como na escola, no trabalho e no lazer. Um comitê internacional será criado para monitorar a aplicação da Convenção.

Policial militar reformado e portador de deficiência, Heraldo Gomes disse na comemoração que uma das principais dificuldades dos portadores de necessidades especiais é o transporte. Para ele, é uma discriminação não conseguir entrar nos ônibus, já que não tem condições de comprar um automóvel, mesmo com a isenção de impostos.

Outro problema apontado por Gomes é a falta de acessibilidade nas grandes cidades: “Se a gente for pensar bem, deficiente não é a gente que tem algum problema físico, mas sim a cidade. Porque se a cidade fosse toda adaptada, nós não precisaríamos de ajuda”.



 


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