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Brasília - Um grupo de portadores de necessidades especiais
de Brasília comemorou hoje (3), Dia Internacional das Pessoas com
Deficiência, a aprovação, pela Organização das Nações Unidas (ONU), da
primeira convenção internacional que garante aos deficientes os mesmos
direitos que tem a sociedade em geral.
O
Instituto Cultural e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência
(ICP) promoveu apresentações culturais, palestras, atividades lúdicas,
exposição de artesanato, encaminhamento de pessoas com deficiência para
o emprego, distribuição de cadeiras de rodas e de computadores. A
coordenadora-geral da Coordenadoria Nacional para a Integração da
Pessoa Portadora de Deficiência (Corde), Izabel Maior, lembrou que os
192 países representados na ONU aprovaram a Convenção, após cinco anos
de negociações. “Assim como hoje nós estamos comemorando os 25 anos do
Ano Internacional da Pessoa Deficiente – era o nome na época –, a
Convenção é um marco ainda mais importante, porque ela é uma obrigação.
É a nossa expectativa é a de que o Brasil, que trabalhou tanto na época
da elaboração, seja um dos primeiros países a ratificar e, portanto,
ajudar a convenção a entrar em vigor”, disse. Primeiro
tratado do século 21 aprovado na área dos direitos humanos, a Convenção
não cria novos direitos, apenas proíbe a discriminação em relação às
pessoas com deficiência em todas as áreas da vida, como na escola, no
trabalho e no lazer. Um comitê internacional será criado para monitorar
a aplicação da Convenção. Policial militar
reformado e portador de deficiência, Heraldo Gomes disse na comemoração
que uma das principais dificuldades dos portadores de necessidades
especiais é o transporte. Para ele, é uma discriminação não conseguir
entrar nos ônibus, já que não tem condições de comprar um automóvel,
mesmo com a isenção de impostos. Outro problema apontado por
Gomes é a falta de acessibilidade nas grandes cidades: “Se a gente for
pensar bem, deficiente não é a gente que tem algum problema físico, mas
sim a cidade. Porque se a cidade fosse toda adaptada, nós não
precisaríamos de ajuda”.
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