



|
Brasília - Cidadãos e empresas podem doar recursos aos
fundos nacional, estaduais e municipais da Criança e do Adolescente obtendo
dedução no Imposto de Renda. O mecanismo está
previsto em campanha lançada hoje (4) pela Secretaria Especial dos Direitos
Humanos (SEDH).
As doações vão financiar projetos voltados a proteção de
crianças e adolescentes ameaçados de morte, combate à exploração sexual,
atendimento socioeducativo para adolescentes em conflito com a lei e
localização de crianças e jovens desaparecidos, entre outras iniciativas.
Pessoas e empresas de qualquer lugar do país podem fazer a
doação. O dinheiro doado pode ser no limite de 6% do imposto devido, no caso de pessoa física,
e 1% para pessoa jurídica. Para doar, é preciso escolher o fundo para o qual o
contribuinte quer destinar o recurso. A escolha pode ser feita no site www.proconselho.org.br.
Em seguida a pessoa ou empresa pode fazer o depósito na
conta do fundo escolhido e entrar em contato com o conselho responsável pelo
fundo para confirmar os dados e solicitar o recibo da destinação, que será
entregue à Receita Federal. Depois é só informar a doação na declaração do
Imposto de Renda e esperar a devolução do dinheiro. Quem quiser a dedução na declaração de 2007 tem até o dia 31 para isso.
A subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do
Adolescente da SEDH, Carmem Oliveira, explica que, além dos programas, uma
prioridade é o fortalecimento dos conselhos da Criança e do Adolescente, que
são órgãos responsáveis pela proteção de jovens em vulnerabilidade. Segundo
Oliveira, os do semi-árido brasileiro são os que mais precisam de ajuda
atualmente.
A subsecretária explica que o dinheiro enviado aos fundos
não é somente uma doação, mas também uma renúncia fiscal que o governo faz, direcionando
os recursos que iriam para a Receita Federal a políticas públicas.
“Nós estamos mobilizando a sociedade, tanto cidadãos
quanto empresários, no sentido da importância da contribuição ao fundo, porque
ele vem se constituindo hoje num complemento aos orçamentos que os governos
colocam à disposição para trabalhar as políticas públicas voltadas a esse
segmento”, diz.
De acordo com a Secretaria Especial dos Direitos
Humanos, entre 2003 e 2006, o Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente
(FNCA) destinou R$ 54,6 milhões para mais de 100 projetos, que beneficiaram
cerca de 62 mil crianças e adolescentes em todo o país. Os recursos são
fiscalizados pela sociedade civil por meio dos conselhos nacional, estaduais ou
municipais da Criança e do Adolescente.
|
|