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5 de Dezembro de 2006 - 18h06 - Última modificação em 5 de Dezembro de 2006 - 18h06


Representante do Unicef destaca ações para proteger crianças e adolescentes no Mercosul

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - As ações que mais têm avançado concretamente entre as altas autoridades de direitos humanos no Mercosul são as voltadas para os direitos das crianças e adolescentes, na avaliação da oficial de projetos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, pela sigla em inglês), Alisson Sutton.

Segundo ela, o grupo de trabalho que trata do tema tem focado a questão da exploração sexual e o tráfico de crianças e adolescentes. “Esse é um desafio, porque cada país tem sua própria legislação, tem seus mecanismos de proteção com diferentes graus de engajamento”, afirma. Sutton participa da 6ª Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos do Mercosul, que reúne representantes de dez países hoje (5) e amanhã, em Brasília.

Entre as ações concretas realizadas pelo grupo de trabalho, Alisson Sutton destaca a campanha unificada contra o turismo e a exploração sexual de crianças e adolescentes entre os países do Mercosul e o estudo comparativo entre as legislações que tratam dos temas nos países. O estudo deve ser finalizado neste ano e apresentado na próxima reunião do grupo de trabalho que acontece em março de 2007. A intenção é unificar legislações para evitar lacunas que facilitem a violação de direitos.

Um trabalho de capacitação contra a exploração sexual e tráfico de crianças e adolescentes entre agentes que trabalham nas regiões de fronteira também é um dos destaques, segundo a oficial de projetos do Unicef. “Como é uma questão que trespassa fronteiras, é preciso que as autoridades e agentes de proteção de cada lado estejam bem sintonizados, por que senão o crime organizado passa para o outro lado, faz outra rota”, explica a oficial de projetos do Unicef.



 


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