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6 de Dezembro de 2006 - 10h56 -
Última modificação
em 7 de Dezembro de 2006 - 09h56
Problemas nos aeroportos continuam, mesmo depois de ministro dizer que situação iria se regularizar
Marcela Rebelo
Repórter da Agência Brasil
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Antonio Cruz/Abr
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Brasília - Atrasos e cancelamentos de vôos no aeroporto Juscelino Kubitschek causam longas filas nos balcões de atendimento das empresas aéreas
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Brasília - Apesar de o ministro da Defesa, Waldir Pires, ter afirmado que hoje (6) "a situação nos aeroportos estaria normalizada", os passageiros ainda enfrentam transtornos nesta manhã. Em Brasília, o movimento foi intenso e, além de filas nos guichês das companhia aéreas, a sala de embarque está lotada. No Rio de Janeiro, também há vários vôos com atraso.
O ministro da Defesa e o comandante da Aeronáutica, Luiz Carlos Bueno, se reuniram na noite de ontem (5) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após o encontro, Pires disse à imprensa que os vôos estavam sendo restabelecidos e que a situação iria se normalizar.
Bueno reconheceu que era "grande o número de vôos acumulados em Brasília", o que poderia provocar ainda "algum retardo" em determinados vôos.
Os atrasos, segundo ele, foram provocados por uma pane no sistema de comunicação do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta) de Brasília. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a falha na torre de controle de Brasília impedia o contato por rádio entre os controladores de vôo e as aeronaves.
Para Bueno, os atrasos não têm relação com os problemas resultantes do acidente com o avião da Gol e o jato Legacy no dia 29 de setembro em que morreram 154 pessoas. "Tivemos uma série de problema nos últimos dois meses. Mas acreditamos que essa fase negativa foi superada e o que ocorreu não tem nada a ver com os acontecimentos anteriores" afirmou ontem o comandante.
Segundo Waldir Pires, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o aeroporto de São Paulo tenha os mesmos equipamentos do sistema de comunicação de Brasília para dar cobertura, em caráter emergencial, em casos de outras panes.
"A recomendação do presidente é que tenhamos absoluta organização de equipamentos, de pessoal, de modo que, com a segurança dos vôos, possamos ter um tráfego aéreo absolutamente normal", afirmou o ministro.
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