



|
Brasília - A crise pela qual passa o setor aéreo é “passageira”, considera o presidente
da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar),
Apostole Lack Chryssafidis. “Acredito
que é essa situação momentânea que não vai influir no nosso crescimento”,
afirmou.
Ele considerou uma infeliz coincidência a realização do seminário "Decolando Rumo ao Crescimento Sólido e Contínuo" para discutir o futuro da
aviação regional brasileira em um momento de crise.
O presidente da Abetar acrescentou que o sistema aéreo brasileiro é
seguro e citou informações do Tribunal de Contas da União. Segundo ele, dos dois milhões de operações aéreas realizada em 2005, apenas em 0,00675%
casos houve incidentes. “Logicamente, nosso sistema não é perfeito, mas não
concordo que seja inseguro. É preciso investimento, é preciso planejamento,
isso é necessário”, disse.
Chryssafidis
disse ainda que a crise no sistema aéreo estressa os passageiros e os induz à
agressividade. “A situação estressa também as empresas, os tripulantes. Todo
mundo nesse sistema é vítima”, afirmou.
O congresso da Abetar, realizado que começou hoje e termina amanhã, conta com
um número reduzido de participantes, já que muitos não conseguiram chegar à
Brasília, devido aos atrasos e cancelamentos nos vôos desde ontem.
A crise
foi agravada devido a uma falha no sistema de comunicação no centro de
controle Cindacta 1, em Brasília.
|
|