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Brasília - O Ministério da Saúde inaugurou na semana passada, em Fortaleza (CE), o milésimo Centro
de Atenção Psicossocial (Caps). A unidade tem como objetivo melhorar o atendimento aos
pacientes com problemas relacionados à saúde mental, diminuindo o número de internações e
tratando cada paciente de acordo com a idade e o tipo de problema.
Apesar
de já estar presente em todos os estados do país, o número de centros de atenção psicossocial precisa ser ampliado, principalmente nos estados da região
Norte. A avaliação é do coordenador da Área Técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro
Gabriel Delgado.
Segundo ele, os moradores das cidades onde ainda não existem os centros devem
reivindicar à Secretaria Municipal de Saúde a instalação de um centro em sua
comunidade.
Diferente
dos ambulatórios tradicionais, os Caps são centros que funcionam próximo a casa
dos pacientes e não necessitam de hora marcada para atender, facilitando o
acompanhamento e o tratamento das doenças.
Para
garantir um melhor atendimento, o Ministério da Saúde criou três tipos de Caps: um voltado a dependentes de álcool e de outras drogas, um para crianças e
adolescentes e outro para cuidar dos demais problemas.
Os horários de
funcionamento também variam. Na maioria dos centros o atendimento é das 8h às 18h. Porém, alguns Caps funcionam 24 horas por dia e possuem leitos para
internações rápidas, de, no máximo, 1 dia.
“Com os centros, o Brasil entra em um novo ciclo, o da psiquiatria
comunitária, reduzindo o período de internação, impedindo que o paciente se
isole do seu meio social”, afirmou Delgado. O coordenador explicou que além de tratar a doença os Caps tentam reinserir socialmente os
pacientes à sociedade.
Para isso, além do acompanhamento feito por psicólogos e
psiquiatras, eles contam com uma equipe formada por terapeutas ocupacionais,
assistentes sociais e médicos generalistas, que trabalham em parceria com as
famílias dos pacientes.
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