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26 de Dezembro de 2006 - 14h54 - Última modificação em 26 de Dezembro de 2006 - 14h54


Coordenador de Saúde Mental defende ampliação dos centros psicossociais

Michel Medeiros
De A Voz do Brasil

 
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Brasília - O Ministério da Saúde inaugurou na semana passada, em Fortaleza (CE), o milésimo Centro de Atenção Psicossocial (Caps). A unidade tem como objetivo melhorar o atendimento aos pacientes com problemas relacionados à saúde mental, diminuindo o número de internações e tratando cada paciente de acordo com a idade e o tipo de problema.

Apesar de já estar presente em todos os estados do país, o número de centros de atenção psicossocial precisa ser ampliado, principalmente nos estados da região Norte. A avaliação é do coordenador da Área Técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado.

Segundo ele, os moradores das cidades onde ainda não existem os centros devem reivindicar à Secretaria Municipal de Saúde a instalação de um centro em sua comunidade.

Diferente dos ambulatórios tradicionais, os Caps são centros que funcionam próximo a casa dos pacientes e não necessitam de hora marcada para atender, facilitando o acompanhamento e o tratamento das doenças.

Para garantir um melhor atendimento, o Ministério da Saúde criou três tipos de Caps: um voltado a dependentes de álcool e de outras drogas, um para crianças e adolescentes e outro para cuidar dos demais problemas.

Os horários de funcionamento também variam. Na maioria dos centros o atendimento é das 8h às 18h. Porém, alguns Caps funcionam 24 horas por dia e possuem leitos para internações rápidas, de, no máximo, 1 dia.

“Com os centros, o Brasil entra em um novo ciclo, o da psiquiatria comunitária, reduzindo o período de internação, impedindo que o paciente se isole do seu meio social”, afirmou Delgado. O coordenador explicou que além de tratar a doença os Caps tentam reinserir socialmente os pacientes à sociedade.

Para isso, além do acompanhamento feito por psicólogos e psiquiatras, eles contam com uma equipe formada por terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e médicos generalistas, que trabalham em parceria com as famílias dos pacientes.



 


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