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26 de Dezembro de 2006 - 19h36 - Última modificação em 26 de Dezembro de 2006 - 19h36


Infectologista recomenda exame pré-natal para evitar transmissão vertical do HIV

Grazielle Machado
Da Agência Brasil

 
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Brasília - A falta de um bom acompanhamento médico durante a gravidez faz com que muitas mulheres portadoras do vírus HIV transmitam a doença aos filhos. O alerta é da infectologista Jussara Árabe, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM, ela explicou que a infecção pode ocorrer durante o parto ou na amamentação. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV pode chegar a 20%, ou seja, de cada 100 crianças nascidas de mães infectadas, 20 podem contrair o vírus.

“A gente sabe que se fizer um bom pré-natal a gestante tem chance de ter o seu bebê sem o problema do vírus. O importante é a gente destacar que toda gestante tem que fazer todos os exames durante o pré-natal”, explicou a infectologista.

O pré-natal, acrescentou, é a série de exames de acompanhamento da gravidez. Quando a mãe é soropositiva, passa a tomar alguns medicamentos que reduzem o nível do HIV no sangue e assim evitam a contaminação do bebê. Todos os exames podem ser feitos nos postos de saúde da rede pública.

E as mães também têm o direito de receber um complemento alimentar para os recém-nascidos, já que o leite materno pode transmitir a doença.

Em 1996, o Ministério da Saúde registrou 1.091 casos de crianças contaminadas durante o parto. Em 2005, esse número caiu para 513. E de janeiro a junho de 2006, foram 100 casos. Ainda segundo o ministério, a queda se deve à implantação de programas de prevenção na rede pública.

Dados do ministério sobre a aids apontam também que há mais de 371 mil casos confirmados da doença e, desse total, 118.520 são em mulheres – 13 mil delas dão à luz no Brasil, todos os anos.


 


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