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Brasília - A falta de um bom acompanhamento médico durante a
gravidez faz com que muitas mulheres portadoras do vírus HIV transmitam
a doença aos filhos. O alerta é da infectologista Jussara Árabe, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM, ela explicou que a infecção pode ocorrer durante o parto ou na
amamentação. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de transmissão
vertical (de mãe para filho) do HIV pode chegar a 20%, ou seja, de cada
100 crianças nascidas de mães infectadas, 20 podem contrair o vírus.
“A
gente sabe que se fizer um bom pré-natal a gestante tem chance de ter o
seu bebê sem o problema do vírus. O importante é a gente destacar que
toda gestante tem que fazer todos os exames durante o pré-natal”,
explicou a infectologista.
O pré-natal, acrescentou, é a série de exames de acompanhamento da gravidez. Quando a mãe é soropositiva, passa a tomar alguns medicamentos que reduzem o nível do HIV no sangue e assim evitam a contaminação do bebê. Todos os exames podem ser feitos nos postos de saúde da rede pública.
E as mães também têm o direito de receber um complemento alimentar para
os recém-nascidos, já que o leite materno pode transmitir a doença.
Em
1996, o Ministério da Saúde registrou 1.091 casos de crianças
contaminadas durante o parto. Em 2005, esse número caiu para 513. E de
janeiro a junho de 2006, foram 100 casos. Ainda segundo o ministério, a queda se deve à implantação de programas de prevenção na rede pública.
Dados
do ministério sobre a aids apontam também que há mais de 371 mil
casos confirmados da doença e, desse total, 118.520 são em mulheres –
13 mil delas dão à luz no Brasil, todos os anos.
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