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Rio de Janeiro - O esquema de segurança
preparado pelas Polícias Militar e Civil para o Réveillon do Rio não será alterado em
decorrência da onda de violência ocorrida durante todo o dia ontem (28) na cidade. Segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Hudson de Aguiar, para garantir a segurança da população na chegada do Ano Novo, será
empregado o mesmo esquema do ano passado, com um acréscimo no número de
policiais.
"No Réveillon 2007, vamos obedecer ao esquema que foi um sucesso em
2006, quando não tivemos problema algum na área de segurança pública. O que muda
é que há um acréscimo no efetivo", disse o coronel Aguiar. Estarão nas ruas 14.234 policiais militares, número 20%
superior ao empregado na passagem de 2005 para 2006. O reforço constava do esquema de segurança
originalmente planejado pela corporação, antes mesmo de ocorrerem os primeiros ataques à
cidade.
O coronel Aguiar afirmou, entretanto, que a população não tem
com o que se preocupar neste Réveillon. Ele acredita que, com as medidas adotadas e o reforço no efetivo policial, a paz esteja restabelecida. "Até
porque o episódio que houve aqui não tem nada a ver com o que aconteceu em São
Paulo", destacou.
Para fazer o
patrulhamento, a Polícia Militar vai utilizar 1.307 viaturas, 370 motos, dois helicópteros,
duas lanchas e dez reboques. Os batalhões especiais da PM, como o de Policiamento em Áreas Turísticas e o de Choque, também
estarão envolvidos na patrulha.
O esquema inclui também 32 torres de
observação nos bairros de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon, que, segundo o coronel Aguiar, irão proporcionar aos policiais militares uma visão privilegiada e auxiliar
na prevenção de crimes. Alguns pontos da cidade, considerados estratégicos, como
as linhas Vermelha e Amarela, a Avenida Brasil, estações de metrô, terminais
rodoviários e a Central do Brasil, receberão reforço no policiamento.
A partir de
amanhã (30), comunidades populares, como o Morro Dona Marta, Vigário Geral,
Chapéu Mangueira e Complexo da Maré, serão ocupadas pela Polícia Militar. Algumas
comunidades, como Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e Morro do Estado, não sofrerão
intervenções diferenciadas, porque já contam com o trabalho de
grupamentos de policiamento em áreas especiais. As ocupações no Vidigal
e na Rocinha serão mantidas.
Desde ontem, às 18 horas,
80 viaturas da Polícia Civil estão auxiliando o trabalho da PM. "As viaturas estão posicionadas nas áreas mais problemáticas. Nessas áreas, tem que ter realmente uma aplicação mais
efetiva de nossos policiais
militares", justificou o comandante da PM.
Na passagem do ano, a
Polícia Civil contará com 6.500 homens a mais do que seu efetivo ordinário, para reforçar o policiamento nas delegacias e carceragens. O chefe da Polícia
Civil, Ricardo Hallack, disse que não medirá esforços para garantir a segurança
da população. "Vamos fazer o possível e o impossível para garantir. É nosso dever e é um direito da população. Vamos exercer esse dever para
que a população possa exercer seu direito de se divertir e confraternizar
numa festa bonita como a nossa."
O esquema de segurança prevê reforços também para as unidades policiais que
mantêm presos sob custódia da região metropolitana, Baixada Fluminense e
interior do estado. Além disso, os locais onde haverá queima de fogos
serão fiscalizados pela Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos, que
contará com um efetivo 50% superior ao ordinário. A Coordenadoria de Recursos
Especiais (Core) dará suporte às bases da Polinter e vai efetuar, com apoio do
esquadrão antibomba, fiscalização preventiva nos bairros de Copacabana, Leme, Ipanema,
Leblon, Flamengo, Barra da Tijuca e Recreio, com o objetivo de apreender
explosivos e outros artefatos pirotécnicos não autorizados.
O chefe da Polícia
Civil informou que o serviço de inteligência também participará da operação de
Ano Novo.
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