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11 de Janeiro de 2007 - 21h06 - Última modificação em 11 de Janeiro de 2007 - 21h06


Movimento critica tarifa social com base em cadastro de programas sociais

Raquel Mariano
Da Agência Brasil

 
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Brasília - "A tarifa social de energia elétrica é um avanço para o país e uma conquista da luta popular para baixar o preço da energia", afirma Marco Antônio Trierveiler, da direção nacional do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB). "Mas ainda é insuficiente".

Trierveiler criticou a decisão do governo de reduzir o valor da tarifa da energia elétrica para quem consome pouca energia e recebe ajuda do Bolsa Família. Segundo ele, esse projeto vai beneficiar apenas uma parte da população pobre do país. "Tem muito trabalhador que, infelizmente, por causa das regras, não podem ser incluídos no bolsa-família. Muita gente pobre que trabalha o mês inteiro, que ajuda a construir a riqueza prá esse país e está fora do programa".

O programa de tarifa social de energia elétrica começou a ser implantado na Bahia no ano passado. Tem direito à tarifa social as famílias que fazem parte do cadastro único e tem consumo até 220 kWh por mês.

Na primeira quinzena de março de 2007, o MAB pretende fazer mobilizações para protestar contra o alto custo da energia elétrica. As manifestações cvão contar com o apoio de outros movimentos como a Via Campesina, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), além de associações de bairros e igreja. Marco Antônio Trierveiler afirma que a meta é atingir capitais e médias cidades. "Haverá mobilização de rua reivindicando uma medida afetiva que vá além dos avanços que foram anunciados pelo governo hoje".


 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

  •   VÍDEO

    Tarifa social de energia

    O governo facilita o acesso à tarifa social de energia para as famílias de baixa renda que moram de aluguel. O desconto na conta de luz pode chegar a 65%.

 

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