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Rio de Janeiro -
A Prefeitura de Italva (RJ), próximo município que deve ser
atingido pela lama de bauxita, que vazou no rio Muriaé, informou que não deverá
interromper a captação de água. Os resíduos, que vazaram de uma barragem de um
reservatório da mineradora Rio Pomba, em Minas Gerais, na última quarta-feira
(10), já chegou aos municípios fluminenses de Laje do Muriaé e Itaperuna, ambos
localizados na divisa do estado.
Italva é um município limítrofe a Itaperuna, que também é cortado pelo rio
Muriaé.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente de Italva,
Marivaldo Silva, cerca de 18 mil dos 20 mil habitantes da cidade são
abastecidos pela água do rio. Ele informou que a água do Muriaé já está turva
em Italva, e o volume do rio está subindo desde ontem (11), mas a lama só deve
chegar ao município na madrugada deste sábado.
“A expectativa é que Italva não entre nesse esquema de
paralisação de captação, mas tudo isso vai depender das análises da água,
feitas pelo laboratório móvel na região. E, só se houver a necessidade, vamos
interromper. Mas a expectativa é de que isso não seja necessário”, disse.
De acordo com o secretário Marivaldo Silva, entre a noite de
ontem e a manhã de hoje, a prefeitura já removeu pelo menos 25 famílias de suas
casas por causa do aumento do nível do rio Muriaé. Algumas foram deslocadas
para casas de pessoas conhecidas, enquanto outras foram levadas para uma escola
municipal.
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