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12 de Janeiro de 2007 - 14h54 - Última modificação em 12 de Janeiro de 2007 - 14h54


Prefeitura de Italva aguarda análises para decidir sobre interrupção na captação de água

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A Prefeitura de Italva (RJ), próximo município que deve ser atingido pela lama de bauxita, que vazou no rio Muriaé, informou que não deverá interromper a captação de água. Os resíduos, que vazaram de uma barragem de um reservatório da mineradora Rio Pomba, em Minas Gerais, na última quarta-feira (10), já chegou aos municípios fluminenses de Laje do Muriaé e Itaperuna, ambos localizados na divisa do estado. Italva é um município limítrofe a Itaperuna, que também é cortado pelo rio Muriaé.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente de Italva, Marivaldo Silva, cerca de 18 mil dos 20 mil habitantes da cidade são abastecidos pela água do rio. Ele informou que a água do Muriaé já está turva em Italva, e o volume do rio está subindo desde ontem (11), mas a lama só deve chegar ao município na madrugada deste sábado.

“A expectativa é que Italva não entre nesse esquema de paralisação de captação, mas tudo isso vai depender das análises da água, feitas pelo laboratório móvel na região. E, só se houver a necessidade, vamos interromper. Mas a expectativa é de que isso não seja necessário”, disse.

De acordo com o secretário Marivaldo Silva, entre a noite de ontem e a manhã de hoje, a prefeitura já removeu pelo menos 25 famílias de suas casas por causa do aumento do nível do rio Muriaé. Algumas foram deslocadas para casas de pessoas conhecidas, enquanto outras foram levadas para uma escola municipal.



 


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