Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
17 de Janeiro de 2007 - 12h55 - Última modificação em 17 de Janeiro de 2007 - 12h55


Conselho de Medicina estabelece normas éticas para uso da pílula do dia seguinte

Marcela Rebelo
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Brasília - O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou hoje (17) no Diário Oficial da União uma resolução estabelecendo normas éticas para o uso da anticoncepção de emergência - conhecida popularmente como pílula do dia seguinte - como método alternativo para a prevenção da gravidez.

Para o CFM o uso da pílula não pode ser considerado uma forma de aborto. "Essa foi uma questão que discutimos intensamente aqui no conselho. Os especialistas da área mostraram que todos os estudos revelam que não é abortivo. Ela (a pílula) não tem nenhuma ação sobre o óvulo fecundado, ou que já esteja preso dentro do útero", destacou o corregedor do conselho, Roberto D'Avila, em entrevista à Agência Brasil.

Ele explicou que a pílula do dia seguinte é um remédio à base de hormônios que dificulta o acesso do espermatozóide ao óvulo e, com isso, não chega a ocorrer a fecundação. "Impedindo a fecundação, não há que se falar em aborto", disse o médico.

D'Avila destacou que a resolução não quer estimular o uso da pílula do dia seguinte, mas orientar os médicos nas questões éticas. "Não queremos que a anticoncepção de emergência seja utilizada de forma rotineira. Ela é para ser usada ocasionalmente diante de uma emergência, ou seja, a possibilidade de uma gravidez em que sequer era previsível a relação sexual".

"O que estamos dizendo com essa resolução é que, à luz do conhecimento científico e das normas éticas, o médico pode utilizar essa anticoncepção de emergência, devendo ser ele responsável pela prescrição, para que não seja usada de maneira inadequada e irresponsável", completou.

O corregedor do CFM lembra que há outros métodos contraceptivos mais aconselháveis. "É claro que somos favoráveis a outros métodos preventivos, principalmente ao uso da camisinha, até porque previne doenças sexualmente transmissíveis. Mas estamos dizendo que, além desses outros métodos, a anticoncepção de emergência é uma opção que não fere as leis do país e os médicos podem usar".

Ele ressalta também que o medicamento não deve ser tomado sem orientação médica. "É essencial a prescrição médica, até para que as pessoas não consigam esse medicamento em balcões de farmácia, das mãos de profissionais não habilitados ou até mesmo de vizinhos. Há de ter responsabilidade nisso".

Na resolução, o CFM destaca que no Brasil há um número significativo de mulheres expostas à gravidez indesejada e que a anticoncepção de emergência pode ajudar a reduzir essa estatística e também o número de aborto provocado.



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina