|
|
18 de Janeiro de 2007 - 15h57 -
Última modificação
em 19 de Janeiro de 2007 - 13h30
Da integração comercial sul-americana os empresários já cuidam bem, diz Lula
Thais Leitão e Carolina Pimentel*
Repórteres da Agência Brasil
|
|




|
Fabio Pozzebom/ABr
| |
Rio de Janeiro - Os presidentes Hugo Chávez e Luiz Inácio Lula da Silva conversam durante encontro na 32ª Cúpula do Mercosul, que termina na sexta-feira (19).
|
Rio de Janeiro e Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (18), no Rio de Janeiro, que é fundamental ir além dos aspectos econômicos e comerciais no processo de união da América do Sul. Segundo ele, os empresários já fazem “muito bem” a integração na área comercial.
Lula participou da cerimônia de instalação do Foro Consultivo
de Governadores e Prefeitos do Mercosul, que antecede a cúpula de
chefes de Estado do bloco. Ele disse que não é possível avançar na integração sem a construção de pontes e estradas, a união dos sistemas de energia, telecomunicações e aéreo. Em suma, sem investir em infra-estrutura.
O presidente citou como exemplo o fato de não haver vôo direto entre Brasil e Equador. Segundo ele, é preciso passar pelos Estados Unidos. “Uma pessoa, para sair do Equador e vir ao Brasil, muitas vezes tem que ir a Miami”. Que não há vôo direto é verdade, mas as companhias aéreas brasileiras fazem essa rota via Santiago (Chile) ou Lima (Peru).
Segundo Lula, há uma deficiência de infra-estrutura, causada pelo fato de os países sul-americanos terem sempre priorizado as relações com os Estados Unidos e a Europa e não com os vizinhos, encarados como “adversários”.
O presidente também cobrou que os governos da América do Sul se concentrem em ações para a integração cultural, política e social. Pediu ainda que os parlamentos dos países acelerem a apreciação de acordos internacionais. “Os acordos têm de ter preferência. Às vezes ficam na fila do Congresso quatro ou cinco anos”.
Apesar das cobranças, Lula afirmou que houve mudanças "substanciais" nos países da América do Sul, especialmente nos últimos seis anos, como o aumento da defesa da soberania de cada país e, principalmente, da qualidade dos compromissos sociais assumidos.
O ministro de Relações Institucionais do Brasil, Tarso Genro, defendeu a criação de um Mercosul "includente".
O foro permitirá a participação direta dos governos
estaduais e municipais na estrutura institucional do bloco econômico. Sua criação foi decidida na Cúpula de Ouro Preto, em dezembro de 2004. O órgão será composto por dois comitês: dos municípios e dos estados. Cada um terá 18 representantes de cada país membro.
*Colaborou Raquel Mariano
|
|
|
LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
-
VÍDEO
Além de representar os cidadãos do bloco regional, o Parlamento do Mercosul, instalado durante solenidade no Congresso Nacional, poderá atuar como facilitador entre os países, ajudando a acelerar a aplicação das normas do bloco.
A integração do ensino superior entre os países da América Latina é assunto de debate em Brasília. Está prevista, inclusive, a criação de uma universidade do Mercosul, que poderia ter sede no Brasil.
Brasil e Argentina deram mais um passo na direção da criação de uma moeda comum para o Mercosul. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra da Economia do país vizinho, Felisa Miceli, assinaram protocolo de intenções para criar um sistema de pagamentos em moedas locais.
Seminário em Buenos Aires discutiu, durante a última semana, a integração dos órgãos públicos de comunicação dos países do bloco
-
-
-
|
|