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São Paulo - Uma comissão formada pelos metroviários de São Paulo e dirigentes de
entidades de classe ligados aos arquitetos e engenheiros encaminhou
solicitação ao governador José Serra, para que possa
acompanhar os trabalhos de investigação do desmoronamento das obras da
Linha 4 do Metrô de São Paulo. O acidente ocorreu no último dia 12, em
Pinheiros, zona Oeste da cidade.
Em nota, o Sindicato dos Metroviários justificou o pedido com o argumento de que os profissionais dessas entidades são de alta qualificação técnica,
o que daria maior credibilidade ao laudo que será expedido pelo
Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), vinculado à Secretaria
Estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico. “Esse
procedimento se faz necessário para que não paire sobre o laudo a ser
elaborado pelo competente Instituto de Pesquisa Tecnológica-IPT,
nenhuma suspeição”.
Em reunião realizada ontem (18) pelo grupo, o presidente do sindicato, Flávio Godói, defendeu que a apuração das causas do acidente e de
eventuais responsabilidades não deve ficar restrita ao IPT e ao
Instituto de Criminalística. Ele ressalvou que "não se questiona a competência e a idoneidade" dos institutos e disse que outras entidades teriam
condições de contribuir nas investigações do acidente.
A
mesma opinião foi manifestada por Emiliano Stanislau Affonso,
vice-presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô de
São Paulo (Aeamesp), para quem a falta de fiscalização da companhia do
Metrô sobre os trabalhos executados pelas cinco empreiteiras que formam
o Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras, pode ter contribuído
para a tragédia em que foram confirmadas seis mortes, além da
interdição de várias casas.
”Toda obra precisa de acompanhamento técnico,
que é feito por especialistas. Este acompanhamento não tinha
participação de funcionários do Metrô”, afirmou. A estatal contestou a acusação em nota, ressaltando que essas observações fogem à competência de seus autores: ”Reiteramos que o Sindicato dos Metroviários não é órgão competente
para emitir opiniões técnicas sobre métodos construtivos”.
O
presidente do Sindicato dos Metroviários defendeu ainda a imediata
paralisação das obras da Linha 4 e a revisão dos contratos com
as empreiteiras. “Fizemos um pedido ao secretário dos Transportes
Metropolitanos [José Luiz Portella] para a paralisação das obras
imediatamente”, revelou.
De acordo com a companhia do Metrô, hoje existem 27
frentes de trabalho nos 12,8 quilômetros de extensão da Linha
4, que vai ligar a Estação da Luz, na região central, à Vila Sônia, na
zona oeste. A expectativa inicial era de que o trecho seria entregue à população
em dezembro de 2008, mas ainda não foi informada a alteração do prazo.
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