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22 de Janeiro de 2007 - 16h22 - Última modificação em 22 de Janeiro de 2007 - 16h22


Presidente da Fiesp diz que vai monitorar mensalmente execução do PAC

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Embora avalie como positivas as medidas que compõem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, diz que a entidade pretende analisar "detalhadamente" todas as ações anunciadas hoje (22) pelo governo federal.

“Vamos elaborar um cronograma de execução do PAC, monitorar e acompanhar mensalmente as ações para que essas coisas que são positivas e que têm foco no crescimento - aumento de investimento públicos, desoneração, enfim aquilo que foi anunciado - sejam realmente realizadas. A Fiesp vai acompanhar passo a passo, mês a mês, a realização do que foi anunciado”.

O PAC foi lançado nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto. Trata-se de um conjunto de medidas em infra-estrutura, que prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010.

Segundo Skaf, as primeiras impressões da Fiesp são de que o governo deveria dar mais ênfase aos gastos públicos, à ampliação de crédito para pessoa jurídica, ao spread e compulsórios. “Mas isso é uma impressão inicial. Vejo que o programa tem muitas coisas positivas, é muito amplo, tem foco no aumento de investimentos públicos e na infra-estrutura em desonerações, em criar condições para um crescimento mais forte do país”.

De acordo com ele, uma das maneiras de diminuir os gastos públicos é reduzir a taxa de juros. “Se analisarmos os últimos dois anos, o maior gasto público foi com o pagamento de juros. Esses juros elevados esfriam a economia, desestimulam os investimentos e o trabalho, faz mal ao país”.

Ele reforçou a necessidade de fazer reformas estruturais (tributária, política e trabahista), e refutou a declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, segundo quem, o governo chamaria os governadores para discutir a reforma tributária.

"Eu espero que o ministro lembre de chamar a sociedade que paga os impostos para discutir a reforma tributária. Com todo respeito aos governadores, não abrimos mão de participarmos dessa discussão”, disse, acrescentando que os empresários desejam um tipo de reforma que desonere, simplifique e agilize os processos para o país.

 

   




 

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