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22 de Janeiro de 2007 - 21h09 - Última modificação em 22 de Janeiro de 2007 - 21h09


Sindicato da construção civil já prevê crescimento de até 6% em 2007

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil do estado de São Paulo (Sinduscon-SP), João Cláudio Robusti, afirmou hoje (22) que as medidas previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) podem fazer com que o setor cresça até 6% em 2007. Antes do anúncio do programa, a previsão era a de crescimento de 4,9%.

“Com essas medidas, muito na base do sentimento e pelo fato de as medidas motivarem a iniciativa privada a se movimentar, eu particularmente acho que o país terá condição de crescer 4% e a construção civil poderia bater na casa dos 6%”, disse Robusti, para quem o programa deve começar a render resultados em seis meses.

O presidente do Sinduscon disse ainda que o programa acerta quando combina a desoneração dos investimentos produtivos com estímulos à expansão da infra-estrutura e da oferta de habitação. Mas criticou a decisão de destinar R$ 5 bilhões de recursos do patrimônio líqüido do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o novo fundo de investimento em infra-estrutura.

“Como o Sinduscon-SP e outras entidades da construção civil e dos trabalhadores têm reiteradamente manifestado, os recursos do FGTS deveriam continuar sendo integralmente destinados à habitação e ao saneamento", disse.

Robusti também considerou que as medidas apresentadas pelo governo poderiam ser mais arrojadas, principalmente em relação à queda da taxa de juros e à da dívida pública. “Poderiam existir mecanismos para que isso fosse reduzido mais significativamente, de tal sorte que a gente pudesse ter mais dinheiro para investir”, afirmou.



 


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