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22 de Janeiro de 2007 - 17h50 - Última modificação em 22 de Janeiro de 2007 - 17h50


Economista critica novas regras para reajustes do salário mínimo e do funcionalismo

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O economista José Márcio Camargo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), considerou negativa a previsão de aumento de gastos do Estado e a diminuição do superávit primário contidos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC, lançado hoje pelo governo federal. De acordo com o economista, as duas medidas tornam menos acentuada a trajetória de queda da relação dívida/Produto Interno Bruto(PIB). “O país ainda tem uma relação dívida/PIB muito alta, o que gera uma certa fragilidade na economia brasileira”, afirmou.

O economista criticou também a regra de reajuste do salário mínimo, baseada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais o crescimento do PIB. “Isso fatalmente vai fazer com que os gastos previdenciários cresçam mais do que o PIB. Isso é um problema porque o Brasil já gasta 13% do PIB com Previdência. É recordista mundial nessa estatística”, argumentou.

Márcio Camargo criticou a regra de indexação dos salários dos funcionários públicos pelo IPCA mais 1,5%. “Eu acho que reajuste do salário do funcionário público deveria ser  parte de uma política de recursos humanos do governo. E com essa regra, você simplesmente perde esse instrumento de política de recursos humanos”. 

Entre os tópicos positivos, ele citou o compromisso do governo, “pelo menos em princípio”, com o aprimoramento dos marcos regulatórios, em especial  aqueles ligados à infra-estrutura e meio ambiente, além das agências reguladoras. “O governo se comprometeu a mandar para o Congresso algumas propostas legislativas que melhorassem a questão do meio ambiente, que clarificassem as instâncias entre município, estado e governo federal. Acho que isso é um dado extremamente positivo”.



 

 

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