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Brasília - O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira,
afirmou hoje (23) que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vai
possibilitar que a empresa inicie ou conclua importantes obras para aumentar a
segurança e a capacidade de passageiros e de carga nos aeroportos brasileiros.
A previsão é de investimentos de R$ 3 bilhões na
infra-estrutura aeroportuária durante os próximos quatro anos, sendo R$ 2
bilhões do Orçamento da União e restante do caixa da própria
empresa.
Os investimentos serão direcionados para ampliar a
capacidade anual de transporte de passageiros dos atuais 118 milhões para 158,3
milhões, até 2010. O volume de cargas deve saltar das atuais 100 mil
toneladas/ano para 291mil toneladas/ano.
De acordo com Carlos Pereira, 20 dos 67 aeroportos
administrados pela Infraero foram incluídos no PAC porque poderiam provocar
futuros estrangulamentos na economia brasileira. Entre eles, estão o de
Congonhas e Guarulhos, em São Paulo; o Tom Jobim (antigo Galeão) e Santos
Dumont, no Rio de Janeiro, e o de Brasília.
Ele deixou claro que não fosse o PAC, a Infraero teria que
optar por obras prioritárias. “Nós teríamos de cancelar alguma coisa. E esta
foi a grande questão que se colocou, a ordem de cancelamentos. Vamos cancelar
(a ampliação) o aeroporto de Macapá (AP), capital de um estado aonde não se
chega por terra?”.
Carlos Pereira disse que os demais 47 aeroportos sob a
responsabilidade da Infraero não incluídos no PAC também receberão melhorias,
mas terão de ser custeadas exclusivamente pela empresa.
O disse que apesar de o aeroporto de Teresina, ter ficado de
fora do PAC, o Piauí foi contemplado com a inclusão do aeroporto de Parnaíba.
“Por que Parnaíba entrou? Porque é um dos locais mais carentes do Brasil, e de
repente apareceu a salvação, que é o turismo europeu. Os primeiros vôos charter
(fretados por agências turísticas) já estão pousando lá. Mas isso vai morrer se
não aumentarmos aquela pista e a capacidade de recebermos aviões”, argumentou.
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