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Brasília - A dívida líquida do setor público encerrou o ano de
2006 em R$ 1,067 trilhão, o que corresponde a 50% das riquezas produzidas no
país ao longo do ano e que formam o chamado Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, houve uma “redução bastante positiva” em relação à equivalência de 51,5% no
final de 2005.
Ao divulgar o relatório de dezembro sobre Política
Fiscal, Altamir Lopes disse que esse índice leva em consideração o PIB dos últimos 12 meses, já
corrigido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI),
calculado pelo BC em R$ 2,136 trilhões. Foi o terceiro ano seguido de queda da
relação dívida/PIB, como ressaltou Lopes, lembrando que a dívida líquida
fechou em R$ 1,002 trilhão, em dezembro de 2005, e equivalia a 51,5% do
PIB.
A tendência de redução deve continuar ao
longo de 2007, de forma marcante, disse Lopes. Analistas financeiros do
setor privado projetam relação de 48,8% para o final do ano, como salienta o
Boletim Focus, divulgado segunda-feira (29) pelo Banco Central. A
relação dívida/PIB deve retornar, portanto, ao mesmo nível de dezembro de
2000.
Altamir Lopes destacou que os fatores que mais contribuíram para
redução da relação dívida/PIB foram o impacto da apreciação cambial (valorização
do real, comparado ao dólar) de 8,7% no ano e crescimento de 4,6 pontos
percentuais do próprio PIB. Em sentido contrário, o maior peso foi o pagamento
de juros da dívida, que aumentaram 7,5 pontos percentuais no ano, com estoque de
R$ 160,027 bilhões.
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