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2 de Fevereiro de 2007 - 18h30 - Última modificação em 2 de Fevereiro de 2007 - 18h30


Aumento de chuvas e mudanças de temperatura já são inevitáveis, diz pesquisador do Inpe

Gabriel Corrêa
Da Agência Brasil

 
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São Paulo - O aquecimento global provocado pela emissão de gás carbônico (CO²) tende a intensificar chuvas, ondas de vento, de frio e de calor, explicou hoje (2) José Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em entrevista à Agência Brasil. "A circulação atmosférica tende a acelerar em condições de aquecimento”, disse ele, o que aumenta a quantidade e a intensidade dos choques entre as massas de ar de diferentes temperaturas, ocasionando eventos atmosféricos mais fortes.

A alta emissão de CO² é uma das principais causas da elevação da temperatura na terra entre 1,8 e 4 graus até 2100, segundo o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), divulgado hoje em Paris. Esse grande volume de CO² presente na atmosfera já garante que “o aquecimento [global] vai continuar, de qualquer forma”, independentemente se a emissão desse gás parar de crescer, alertou Marengo.

Projeções para as diferentes regiões do planeta serão divulgadas pelo IPCC no mês de abril. Marengo adiantou que, além do crescimento do nível do mar, que é um evento global, o maior impacto ambiental na América Latina poderá ser na Amazônia. “[A floresta] poderia até sumir, sendo substituída por outro tipo de vegetação, como o Cerrado”, segundo o pesquisador do Inpe. Aumentariam as secas no nordeste do Brasil e as ocorrências de furacões em todo o país.

A implementação do Tratado de Quioto, o uso de energias renováveis e um plano de reflorestamento são algumas sugestões para redução de danos. “São medidas de longo prazo que custam muito, mas maior seria o prejuízo”, disse Marengo.



 


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