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2 de Fevereiro de 2007 - 19h24 -
Última modificação
em 2 de Fevereiro de 2007 - 20h20
Informações de relatório da ONU sobre clima são "dramáticas", avalia Marina Silva
Érica Santana
Repórter da Agência Brasil
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Fábio Pozzebom/ABr
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Brasilia - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, concede entrevista sobre o relatório de aquecimento global divulgado pela ONU.
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Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, classificou de “dramáticas” as informações sobre as conseqüências do aquecimento global contidas em estudo das Nações Unidas divulgado hoje(02), em Paris. Dados do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) apontam que o mundo teria aumentado em 10% a emissão de gases poluentes, passando de 23 bilhões de toneladas ao ano em 1990 para mais de 26 bilhões de toneladas entre os anos de 2002 e 2005.
“Continua havendo um aquecimento do planeta e com conseqüências dramáticas paras os ecossistemas, para a agricultura e para os países que tem a sua produção de energia baseadas em fontes hídricas, como é o caso do Brasil . Os problemas decorrentes de tudo isso são ambientais, econômicos, sociais, afetando principalmente as populações mais vulneráveis, mais pobres’, disse a ministra.
De acordo com Marina Silva, as informações confirmam a idéia de que desenvolvimento econômico e preservação ambiental devem estar juntos. Ela lembrou que no Brasil o desmatamento é a principal causa do aumento do efeito estufa. Já nos países desenvolvidos, a queima de combustíveis fósseis seriam os principais responsáveis pela emissão de gases poluentes.
Para a ministra é fundamental que os países se solidarizem e adotem outras fontes de energia.Caso isso não aconteça, ela acredita que será impossível reverter o quadro atual. “É uma situação grave e cada país deve fazer esforços, de governo, de empresas, da comunidade cientifica e o esforço mesmo das pessoas. Cada pessoa vai ter que estar imbuída desse propósito de fazer com que a gente consiga preservar as condições que favorecem a permanência da vida na Terra”.
A ministra lembrou que nos últimos dois anos o Brasil reduziu o desmatamento em 52% e, com isso, evitou a liberação na atmosfera de 128 milhões de toneladas de gás carbônico, principal responsável pelo efeito estufa.
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