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Brasília - O Protocolo de Quioto não é suficiente para conter o aquecimento global. Essa é a avaliação do presidente do Instituto Brasil Pnuma, do Comitê Brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Haroldo Mattos de Lemos.
“Os cientistas sabem que essa redução (na emissão de gases) que foi pedida pelo protocolo de Quioto é totalmente insuficiente. Vamos precisar aumentar, e muito, o corte das emissões dos gases de efeito estufa se não quisermos passar por problemas bastante sérios no futuro próximo”, disse.
O Protocolo é um acordo internacional que foi assinado em 1997 e entrou
em vigor em 2005. Ele limita a emissão de gases responsáveis pelo
aquecimento global pelos países desenvolvidos. A redução deve ser feita
em cotas diferenciadas até 2012.
Os Estados Unidos, país que mais emite dióxido de carbono, não assinou o acordo. “Mas hoje eles estão começando a mudar sua posição porque estão reconhecendo que os efeitos do aquecimento global são graves”, disse Haroldo Lemos.
Ele explicou que o Brasil tem feito o seu papel porque usa uma matriz energética limpa e combustível renovável, que é o álcool. Mas ainda sofre grandes desmatamentos, o que contribui para o aumento do aquecimento global.
”Seria uma coisa relativamente simples o Brasil reduzir ainda mais a questão do desmatamento e, com algumas providências a mais, estaria contribuindo, e muito, para evitar esse problema. Se outros países fizessem a mesma coisa, teríamos um efeito menor”, ressaltou.
Hoje, o
relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em
inglês) foi divulgado em Paris informando que a Terra vai se tornar mais quente até o ano de 2100, o que significa
aumento do nível do mar e catástrofes naturais mais intensas. “A
emissão de gases de efeito estufa nas taxas atuais ou maiores têm 90%
de chance de causar aquecimento global e alterações climáticas durante
o século 21 maiores do que aquelas observadas no século 20”, diz o texto.
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