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11 de Fevereiro de 2007 - 10h51 - Última modificação em 11 de Fevereiro de 2007 - 10h51


BNDES deve ter maior transparência de seus empréstimos, defendem ONGs

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deveria divulgar são os principais setores beneficiados por seus empréstimos, defende a Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais. O grupo, que representa a coalização de 80 organizações da sociedade civil, acha que o maior banco de fomento do país não é transparente sobre os principais setores financiados.

A Rede Brasil afirma que chegou a participar de reuniões com a diretoria do banco para discutir melhoras na política de informação do BNDES. Segundo a rede, a diretoria havia se comprometido, como passo inicial dessa política de informação, a elaborar uma lista dos dez maiores projetos financiados pela instituição, em cada setor. "O banco elaborou essa proposta, anunciou publicamente, e não divulgou", afirma o pesquisador Carlos Tautz, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), uma das organizações que integram a rede.

A Rede Brasil quer que o BNDES responda quanto cada empresa recebe, quem é a empresa beneficiada, nome do projeto, quais as aplicações  que serão feitas com esse dinheiro. O pesquisador explicou que a alegação de sigilo bancário apresentada pelo BNDES para não liberar as informações requisitadas caiu por terra ao  se constatar que o sigilo bancário não se aplicava sobre as informações relativas aos projetos aprovados. Uma vez registrados em cartórios, os projetos aprovados passam a ter seus dados públicos, com exceção apenas das informações protegidas por legislação.

Tautz argumenta que outras instituições, com papel semelhante ao do BNDES, "estão há dezenas de anos mais avançadas" em relação ao banco. Citou o exemplo da Corporação Internacional de Investimento, que é o braço do Banco Mundial para financiar projetos de empresas privadas.

"Eles divulgam uma gama de informações enorme. E antes de aprovar cada projeto, eles aplicam critérios sociais e ambientais para saber se aquele pedido se enquadra nos critérios que o banco elaborou". Na opinião de Tautz, o BNDES está atrasado do ponto de vista corporativo. "E do ponto de vista da democracia, é um banco absolutamente fechado, sem nenhum tipo de  transparência. Ele não se coaduna com iniciativas de transparência do próprio governo ao qual ele deveria estar submetido".


 


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