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5 de Fevereiro de 2007 - 20h48 - Última modificação em 5 de Fevereiro de 2007 - 21h33


Capacetes azuis no interior do Haiti devem reforçar a segurança em Porto Príncipe

José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil

 
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Fabio Pozzebom/ABr
Brasília - Chanceler Celso Amorim cumprimenta o secretário-geral da presidência do Haiti, Fritz Longchamp.
Brasília - Chanceler Celso Amorim cumprimenta o secretário-geral da presidência do Haiti, Fritz Longchamp.
Brasília - O embaixador do Brasil no Haiti, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, adiantou que o comando da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), que conta com a liderança brasileira, estuda a possibilidade de retirar a tropas internacionais das províncias, levando-as para a capital Porto Príncipe.

A idéia é que os contingentes, formados por argentinos, uruguaios e africanos, que fazem a segurança nas cidades do interior do país caribenho, ajudem no combate às milícias e grupos armados que agem nas favelas de Porto Príncipe, principal foco de violência do país. “Em Porto Príncipe há mais necessidade, devido à violência”, frisou o embaixador.

Nas províncias, segundo ele, já existe calmaria, cujo espaço pode ser ocupado pela força policial haitiana. O problema, prossegue Cordeiro de Andrade, é que a polícia local não tem condições de dar conta da situação em pouco tempo, pois há demora na formação dos profissionais.

“Eles têm capacidade de formação de apenas 500 homens por semestre. E a necessidade é de no mínimo 14 mil policiais, número esse que só se atingiria em 2011”, pontua o embaixador, que vê um outro problema grave: a corrupção interna na polícia. De acordo com ele, está se fazendo um “exercício” para retirar os desonestos, que seriam “a parte podre da polícia”, substituindo-os por novos homens.

Além da violência promovida por gangues e por grupos ligados ao ex-presidente deposto Jean-Bertrand Aristide, em 2004, o Haiti também sofre com o narcotráfico. “O presidente René Préval (eleito no ano passado) já falou do perigo do narcotráfico. O Haiti é utilizado como local de trânsito de drogas e armas. Por isso, estamos ajudando o presidente a montar o seu aparato de segurança”, assinalou.

Aumentando o efetivo de segurança do país caribenho, conseqüentemente irá diminuir o papel da força internacional. “O tamanho da tropa e a natureza dela depende da evolução do terreno. Nossa perspectiva é por uma retirada paulatina da forças de paz”, concluiu.


 


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