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7 de Fevereiro de 2007 - 16h22 -
Última modificação
em 7 de Fevereiro de 2007 - 16h29
Banco Central precisa favorecer criação de empregos, diz ministro
Manoela Alcântara
Da Voz do Brasil
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Marcello Casal Jr/ABr
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Brasília - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, faz balanço do emprego e desemprego no país em dezembro e em todo o ano de 2006
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Brasília - A política do Banco Central para câmbio e juros está dificultando uma geração maior de empregos, na opinião do ministro do Trabalho, Luiz Marinho. "Não basta só controlar a inflação. É preciso estar atento também a como controlar os mecanismos que facilitem a geração de empregos, o crescimento e desenvolvimento do mercado brasileiro", ressaltou o ministro. Marinho fez o comentário ao anunciar, hoje (7), os números do Cadastro Geral de Empregados e de Desempregados (Caged) de 2006.
Marinho criticou o ritmo mais lento para o corte de juros adotado pelo Comitê de Política Monetária (Copom). "Acredito que o Banco Central vem errando desde 2005 ao desacelerar o ritmo de redução das taxas de juros", afirmou. Além da taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), Marinho criticou a cotação do real frente ao dólar. "A política de juros é importante, mas a política de câmbio está amarrada com ela", completou.
Marinho afirmou que se a taxa Selic cair mais, vai atrair menos dólares e, com isso, fazer com que a cotação do real caia mais. A cotação do real frente ao dólar é considerada alta e estaria prejudicando as exportações, segundo órgãos como o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
Dados do Caged mostram que o governo gerou, em quatro anos, 4.651.376 postos de trabalho formais em todo país, mas em setembro ou outubro a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad) deve mostrar cerca 8,5 milhões de novos empregos. "Nós mostramos os empregos formais, quando os números forem somados aos informais teremos um número maior de ocupações no Brasil", disse.
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