Um dos principais instrumentos da Política de Desenvolvimento da Biotecnologia, assinada hoje (8) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será a compra de medicamentos feitos a partir das novas técnicas.

Dos R$ 4,6 bilhões reservados para a política de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2007, cerca de R$ 400 milhões serão aplicados na aquisição de biofármacos – remédios com matérias-primas extraídas de seres vivos.

Entre os medicamentos que terão prioridade nas aquisições pelo governo estão a anfotericina (usada no tratamento da aids e da leishmaniose), a tuberculina (indicada para combater a tuberculose), a insulina humana (para diabetes) e os hemoderivados (substâncias retiradas do sangue). 

O ministro da Saúde, Agenor Álvares, afirmou que, nas compras governamentais, não haverá distinção entre os medicamentos produzidos pelos laboratórios públicos e privados. “Se o setor privado oferecer produtos baratos e de qualidade, não haverá nenhum problema”, afirmou o ministro. "O que a gente quer é estimular as pesquisas e os investimentos."

Agenor Álveres ressaltou que os institutos de pesquisa do governo, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e o Centro de Biotecnologia da Amazônia, em Manaus, estão abertos a parcerias com empresas privadas. “O setor público e a sociedade podem caminhar juntos para desenvolver a biotecnologia no país”, destacou o ministro.

De acordo com o Ministério da Saúde, as atividades de fomento em biotecnologia foram iniciadas em 2005. Desde então, foram financiados 71 projetos, no total de R$ 19,5 milhões, incluindo as pesquisas com células-tronco.