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8 de Fevereiro de 2007 - 15h42 -
Última modificação
em 8 de Fevereiro de 2007 - 15h49
Lula pede que iniciativa privada invista mais em pesquisa científica
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
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Roosewelt Pinheiro/ABr
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Brasília - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na cerimônia de lançamento da política de biotecnologia.
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Brasília - No lançamento hoje (8) da Política Nacional de Biotecnologia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que os empresários precisam investir mais em pesquisas científicas.
“Um país que figura entre as 15 maiores economias do mundo, capaz de produzir aviões e biocombustíveis renováveis, não pode ter apenas 10% do seu poder científico sob a responsabilidade do setor privado. É preciso que essa participação se amplie, e muito”.
Para o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, a iniciativa privada ainda está "acordando" para as vantagens da inovação tecnológica. Ele citou o exemplo de editais lançados em agosto de 2006 pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao ministério. Os editais eram para que empresas privadas apresentassem projetos em três áreas da biotecnologia que seriam financiados pelo governo. Dos R$ 90 milhões destinados aos projetos, apenas metade do valor foi utilizada.
“Nosso sistema empresarial ainda está acordando para essa questão da inovação. Está acordando para o fato de que com a inovação terá novos produtos para competir em uma escala global", disse o ministro, após o lançamento do programa. "As empresas estão percebendo que é preciso contratar pesquisadores com mestrado e doutorado e interagir com universidades”.
O ministro da Agricultura, Luiz Carlos Guedes, informou que a Embrapa e a iniciativa privada estão analisando a criação de uma empresa para estudos biotecnológicos, a primeira parceria com essas características no Brasil. No entanto, o ministro afirmou que ainda é preciso resolver entraves jurídicos.
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