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Brasília - Sem uma ação governamental, a biotecnologia não vai avançar
no país. A avaliação é do presidente da empresa PRDBiotec, físico José Fernando
Perez, que integra o Fórum de Competitividade em Biotecnologia, formado por
representantes da sociedade civil.
Para o físico, a ação do Estado diminui o alto risco que
envolve a pesquisa biotecnológica. “Se você construir um avião e no último
momento descobre que a asa não está boa, você corrige o projeto da asa e sabe
que o avião vai decolar. Em biotecnologia, em geral, não é assim. O tempo é
longo e você pode descobrir no último momento que sua droga, sua planta não vai
funcionar. Você tem perda total”, explicou, no lançamento da Política Nacional
de Biotecnologia, hoje (7), no Palácio do Planalto.
De acordo com Perez, a biotecnologia precisa ser vista como
um negócio. “Todo mundo pensa que biotecnologia é coisa de cientista, para país
de primeiro mundo. Temos condições de competir e ganhar. Dá para fazer”,
ressaltou.
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