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9 de Fevereiro de 2007 - 16h12 - Última modificação em 1 de Março de 2007 - 21h19


País precisa integrar conhecimentos populares e acadêmicos para desenvolver biotecnologia, diz pesquisadora

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Para que o Brasil alcance uma posição de competitividade na manipulação de seres vivos para fins industriais, a nova política de biotecnologia do governo federal precisará promover a integração do conhecimento popular com as pesquisas acadêmicas. A avaliação é da bióloga Luiza Chomenko, do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

Em entrevista hoje (9) ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, a bióloga, que também é pesquisadora da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), afirmou que o Brasil terá de encontrar maneiras de tornar públicos os conhecimentos das populações locais para tirar proveito da biodiversidade. “O Brasil tem um dos maiores potenciais nessa área em todo o mundo, mas ainda não encontrou um meio de explorá-lo”, disse Luiza.

De acordo com a pesquisadora, o país precisa “olhar para dentro”, para saber como tirar proveito das substâncias extraídas da fauna e da flora industriais. “Os conhecimentos tradicionais, muitas vezes, estão com as pessoas mais simples de uma região e não chegam ao topo da cadeia, de uma pesquisa científica”, afirmou.

Para Luiza Chomenko, outro desafio consiste em transformar as tradições locais em um produto ou serviço que traga benefício para a sociedade. “Além de pegar esses saberes, os pesquisadores têm de reverter esses conhecimentos para o conjunto da população, para que não se restrinjam a meia dúzia de pessoas ou empresas”.

Na opinião da bióloga, a preservação do meio ambiente representa um elemento essencial para desenvolver a biotecnologia no Brasil. Chomenko enfatiza que o país possui um grande diferencial da nação em relação ao resto do planeta por conta de suas riquezas e diversidade, que existem na Amazônia, nos pampas gaúchos ou no cerrado. "Mas que estão sendo destruídos", salientou.

A pesquisadora destacou também o papel das comunidades locais nessa preservação.  “A população de uma região tem de saber valorizar o patrimônio natural”, observou. “Essa é uma questão não só de auto-estima, mas de soberania de um povo sobre a sua ciência, seu saber.”


A matéria foi atualizada para acréscimo de informações.

 


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