A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) agendou para amanhã (15) atos em todos os estados brasileiros em frente às sedes regionais. A manifestação é para exigir a segunda parcela do reajuste salarial, que teria sido prometido em acordo firmado ano passado com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

Outra reivindicação é contra o anteprojeto de Lei Orgânica do ministério que exclui algumas categorias da profissão, como escrivão e papiloscopista. A federação reclama do projeto não ter sido discutido com os policiais. “Nós queremos trabalhar a lei, mas que não coloque alguns policiais federais em disponibilidade. Quem não tiver estabilidade será exonerado”, protesta o presidente da federação, Marcos Wink.

Com o ato público, os policiais federais entram em estado de greve, que é um alerta permanente com risco de greve, dependendo do transcorrer das negociações. Por enquanto, os servidores garantem não vão parar os trabalhos.

O Ministério da Justiça não quis comentar o assunto. De acordo com a assessoria de imprensa, o reajuste da categoria ainda está negociando com o Ministério do Planejamento.