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14 de Fevereiro de 2007 - 17h40 - Última modificação em 14 de Fevereiro de 2007 - 19h33


Construtoras contestam laudo que aponta falhas em obra do metrô paulista

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O Consórcio Via Amarela, formado pelas empresas responsáveis pela construção da Linha 4 do Metrô de São Paulo, divulgou hoje (14) nota afirmando que as obras da futura Estação Fradique Coutinho "atendem a todos os requisitos de segurança". Segundo a nota, não há razão para qualquer tipo de temor entre os moradores, nem entre os transeuntes.

A nota refuta o laudo assinado pelo inspetor de soldagem Nelson Augusto Damásio, que aponta falhas na estrutura da Estação Fradique Coutinho. O documento, segundo a nota, "resultou em interpretações e veiculação de informações que não correspondem à verdade", já que teria sido feito por um especialista em soldagens, não por um especialista em estruturas metálicas. "A estrutura metálica foi periciada por especialistas que constataram a inexistência de qualquer falha ou risco, confirmando, assim, a total segurança das obras". Datado de 27 de janeiro, o laudo veio a público ontem (13), em reportagem da TV Globo.

O documento recomenda a paralisação da obra, "até que se iniciem os trabalhos de recuperação das soldas, acompanhados de pessoal qualificados, uma vez que a atual situação da estrutura implica sérios riscos de rompimento das soldas, podendo ocasionar acidentes de proporção imprevisíveis".

A inspeção nas obras da estação Fradique Coutinho constatou que "as soldas executadas para montagem da referida estrutura encontram-se em situação totalmente irregular e precária", diz a nota. A Estação Fradique Coutinho fica localizada em Pinheiros, zona oeste paulistana, próxima da outra obra, em que ocorreu o desmoronamento que vitimou sete pessoas em janeiro.

O desabamento na Marginal Pinheiros foi o 11º acidente em obras da nova linha 4-Amarela do Metrô. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do estado afirma que a causa dos acidentes foi a terceirização dos fiscais da obra. Esta foi a primeira obra do Metrô, segundo o sindicato, em que a fiscalização da obra não foi feita por funcionários da estatal. O sindicato afirma que a obra da linha 2, que não foi terceirizada, não teve nenhum acidente em sua construção..


 


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