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Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje (14) que a Casa vai promover mudanças no Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA) para atender as exigências da sociedade de endurecimento das
penas para menores. Renan disse ainda que a redução da maioridade penal será discutida junto com outras
ligadas ao problema da violência.
“Com relação à questão da maioridade em si, o Senado vai
decidir na próxima semana. Eu não posso antecipar uma decisão do Senado, mas
essas mudanças terão que acontecer em função da pressão da sociedade”, afirmou Renan.
O senador destacou que as mudanças pretendidas para
aperfeiçoar as legislações que tratam da segurança pública vão além do
estatuto. Ele anunciou que vai criar uma comissão para estudar a viabilidade de
transferir para os estados a responsabilidade de legislar sobre questões
específicas, como a da segurança pública.
Renan Calheiros reconhece que a proposta é interessante, “e
tem ressonância no parlamento”. A reivindicação foi apresentada hoje (14) pelo
governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, durante reunião com Renan.
“O Congresso Nacional tem que ter a coragem de abrir mão de
poderes, passar para as Assembléias Legislativas. É assim há mais de século e
funciona”, defendeu. Cabral, ressaltando que o Brasil não é um Estado unitário,
mas federativo.
Especificamente sobre a maioridade penal, o governador do
Rio de Janeiro disse que a proposta já está pronta. “Eu defendo a proposta de
antecipação da maioridade penal de acordo com o crime, caso a caso”. A
maioridade penal e a descentralização legislativa serão encaminhadas ao
Congresso pelo governador logo após o Carnaval.
Amanhã (15), a Comissão de Direitos Humanos do Senado deve
votar projeto de lei do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) que aumenta a pena
de criminosos que utilizam crianças em suas ações, como no caso do tráfico de
drogas.
Na próxima semana, a Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) deve votar proposta de emenda constitucional, relatada pelo senador
Demóstenes Torres (PFL-GO), que antecipa a maioridade penal para 16 anos em
caso de crimes hediondos.
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