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Brasília - O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), órgão responsável por decidir as ações internacionais sobre a paz no mundo, decidiu ampliar até o dia 15 de outubro o prazo de permanência da força de estabilização de paz no Haiti (Minustah), país mais pobre das Américas. A missão, com quase 7 mil homens, está no país desde 2004, ano em que começou uma crise política e social com a queda do ex-presidente Jean Bertrand Aristide.
A renovação do mandato da missão é feita de maneira contínua desde então. Atualmente, o Brasil lidera o braço militar da força da ONU. Recentemente, o embaixador do Brasil no Haiti, o embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, afirmou que existe a intenção de a missão ficar no país até depois de 2008. Durante seminário realizado em Brasília, com diversos países integrantes da missão, foram discutidas formas de cooperação e possíveis estratégias da missão para ajudar o país. Entre as principais críticas de movimentos sociais e de especialistas, é que a Minustah precisa superar a fama de "cemitério de projetos", ou seja, pouco aplicáveis à realidade do país.
Durante a reunião do Conselho de Segurança, a China, que possui uma cadeira permanente, sugeriu o prazo de seis meses e pediu ao secretário-geral da ONU para conduzir uma consolidação na situação de segurança no país. Contudo o prazo final aprovado foi o de oito meses. O conselho também pediu que a missão ajude o "processo político e constitucional e promova um diálogo entre todos os atores para uma reconciliação nacional". Isso porque ainda há forças de oposição, inclusive armadas, que lutam por poder no Haiti.
O conselho também pede que a missão continue a implementar "projetos de rápidos impacto" e acelere a reorientação do desarmamento da população, o que ajudaria a construir um programa comunitária de redução da violência. O Brasil, que atualmente chefia o segmento militar da Minustah, já tinha se declarado favorável à extensão por doze meses da missão. Essa prorrogação é apoiada pelo governo haitiano e questionada por representantes da sociedade civil internacional. Ativistas haitianos, porém, têm pedido que mude a ênfase da Minustah, com mais recursos para os programas sociais e menos investimento na área militar, principalmente após as eleições do novo presidente René Préval.
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