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15 de Fevereiro de 2007 - 11h49 -
Última modificação
em 15 de Fevereiro de 2007 - 12h12
Policiais federais fazem manifestação contra extinção de carreiras
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
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Gervásio Baptista/ABr
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Brasília - Policiais federais pedem ao governo, durante manifestação, o pagamento da segunda parcela da recomposição salarial
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Brasília -
Em repúdio ao anteprojeto de lei orgânica que propõe
mudanças na carreira, policiais federais realizaram manifestações hoje em todo
o país. O projeto, elaborado pelo Ministério da Justiça, e que ainda deve ser
encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação, prevê a extinção das
carreiras de escrivão e papiloscopista, atribuições que passariam para os
agentes de polícia.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais
Federais do Distrito Federal, (Sindpol-DF), Luís Cláudio Avelar, a aprovação do
texto resultaria na exoneração dos escrivães e papiloscopistas, admitidos por
concurso, que ainda estão no estágio probatório de três anos. Atualmente, cerca
de 2 mil pessoas estão nessa condição.
Segundo o presidente do Sindipol, a mudança proposta deve prejudicar
a agilidade das investigações. “Os agentes exerceriam a função dos cargos
extintos, sem serem especialistas, o que pode acarretar demora".
A categoria quer também o reconhecimento do nível superior
para a atividade policial e o pagamento da segunda parcela do aumento concedido
pelo governo federal no ano passado. De acordo com o presidente da Associação Nacional
dos Delegados de Polícia Federal, Sandro Avelar, a segunda parcela do aumento
deveria ter sido paga em dezembro do ano passado.
Os policiais federais aprovaram indicativo de greve e querem
que o governo negocie com eles as reivindicações até julho, para que a
segurança dos Jogos Pan-Americanos não seja prejudicada com uma paralisação.
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