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15 de Fevereiro de 2007 - 11h12 - Última modificação em 15 de Fevereiro de 2007 - 16h39


Técnica diz que plantar milho transgênico é ato ecológico

Marcos Agostinho
Da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/Abr
Brasília - A diretora executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Alda Lerayer, em entrevista à NBR
Brasília - A diretora executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Alda Lerayer, em entrevista à NBR
Brasília - A diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Alda Lerayer, disse hoje que plantar milho geneticamente modificado (transgênico) é um ato ecológico, pois requer menor uso de agrotóxicos. O conselho é uma organização não-governamental de defesa dos transgênicos.

“Ao plantar milho transgênico há a redução de milhares de quilos de inseticidas nas plantações e isso é muito importante para o meio ambiente. Não há a necessidade de aplicação desses produtos no combate a lagartas, pois o milho já é resistente, por isso apresenta uma qualidade superior”, diz Alda Larayer.

A executiva afirmou que tem expectativa de o uso do milho transgênico seja liberado na reunião da Comissão Nacional Técnica de Biossegurança (CNTBio), marcada para a tarde de hoje (15).

Ela lembrou que, antes de produtores, os agricultores são consumidores, portanto não iriam plantar algo que faz mal à saúde deles e da família. “Todos eles querem plantar, pois o custo de produção é menor, a qualidade é superior e diminui muito o risco de intoxicação (de quem lida diretamente com a plantação)".

Ela esclareceu que qualquer produto transgênico antes de ser liberado para a comercialização passa por inúmeros testes,  que avaliam aspectos de biossegurança (segurança das atividades que envolvem organismos vivos) e só são comercializados produtos considerados seguros para a saúde animal, humana e o meio ambiente.

Esses argumentos não são aceitos pela organização ambientalista Greenpeace. Para Gabriela Vuolo, coordenadora da Campanha de Engenharia Genética da organização, o pólen do milho é muito leve,  portanto, a partir da ação do vento pode haver a mistura entre variedades de milho convencionais pelo transgênico.

Na visão da diretora-executiva do CIB, existe aí uma grande falta de informação. Segundo ela, os ambientalistas "disseminam inverdades, informações aleatórias, sem nenhum embasamento cientifico", pois já está mais que comprovado que a coexistência do milho tansgênco com o convencional é possível.

"Os produtores de milho da França comprovaram que com dez metros de distância (entre uma plantação de milho transgênico e uma convencional) é o necessário para que se mantenha e se preserve a integridade das produções. Eles (o Greenpeace) passam mensagens baseadas na falta de informações das pessoas e isso causa medo, pois todos temem o desconhecido”.

Desde o dia 12, a organização não-governamental Greenpeace realiza atos de protesto em várias capitais do país contra a liberalização do plantio e consumo de diversas patentes de milho transgênico no Brasil. A medida pode ser aprovada hoje (15),pela Comissão Técnica Brasileira de Biossegurança (CTNBio), reunida em Brasília.


 


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