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Brasília - Os senadores pretendem dar seqüência aos debates sobre combate à violência nos dois dias que restam da semana de carnaval. A
maior polêmica está na redução da maioridade penal. Antes do recesso, o
presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que este é um debate que
tem que acontecer e os senadores adotarão um posicionamento logo após o
Carnaval.
"Eu não posso antecipar uma decisão do
Senado, mas essas mudanças terão que acontecer, em função da pressão da
sociedade", avaliou Renan, especificamente sobre a questão da
maioridade penal. Acrescentou que o combate à violência passará, também, pela
discussão de propostas de alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Está agendado para quinta-feira (22), às 9
horas, o início dos debates sobre a violência urbana que serão promovidos pela
Comissão de Direitos Humanos do Senado. A primeira audiência reunirá o jornalista
Vinícius Dônola; o secretário executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz
da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Carlos Moura; o
subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria Especial
de Direitos Humanos, Perly Cipriano; e o presidente da Associação Nacional dos
Procuradores da República (ANPR), Nicolao Dino de Castro e Costa Neto.
É pouco provável, entretanto, que qualquer
matéria seja submetida ao plenário nos dois dias após o Carnaval. A pauta do
Senado está obstruída por duas medidas provisórias e dos projetos de lei de
conversão. A matéria mais polêmica é a medida provisória 327 que autoriza o
cultivo de transgênicos nas chamadas zonas de amortecimento (faixas de 500
metros entre as plantações e as áreas ambientalmente protegidas).
Na Câmara dos Deputados também não estão
previstas votações. O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), deve
anunciar, na quinta-feira (22), os relatores das medidas provisórias do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC). Apesar de todo o esforço para apressar a
votação das medidas provisórias do PAC, Chinaglia admitiu que elas podem não
ser apreciadas até o dia 19 de março, data em que passa a obstruir a pauta da
Câmara.
Arlindo Chinaglia informou que já
requereu à sua assessoria o levantamento de outras medidas provisórias que
podem trancar a pauta antes do dia 19. A intenção é tentar colocá-las em
votação o mais rápido possível para manter a Ordem do Dia desobstruída e
facilitar a apreciação das medidas provisórias do Programa de Aceleração do
Crescimento.
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