|
Brasília - Os partidos políticos ficaram sem receber os valores do
fundo eleitoral em janeiro. A razão foi a decisão do STF que derrubou a
cláusula de barreira, tendo considerado a medida inconstitucional, pois
discriminava as minorias partidárias. Na mesma ocasião, o STF considerou
inconsistente o artigo da lei eleitoral que tratava da distribuição do Fundo Partidário entre as legendas.
O fundo é repassado mensalmente aos partidos
políticos registrados no TSE para custear despesas gerais, como pagamento de
pessoal, programas eleitorais e campanhas políticas. O fundo é bancado pelo
Tesouro Nacional na proporção de R$ 1 por ano para cada eleitor – ou seja, em
2007, o fundo é de R$ 126,4 milhões.
“Como o fundo faz parte dos recursos orçamentários, foi
preciso, também, sancionar o Orçamento Geral da União antes de repassar os
recursos para o TSE, que distribui para as legendas”, explicou o secretário-geral
do PP, Benedito Domingos. Outro motivo, segundo ele, foi a necessidade do TSE
regulamentar a decisão do STF, o que só ocorreu no dia 6 de fevereiro.
A determinação do TSE aprovada no
início de fevereiro estabelece que 42% serão distribuídos igualitariamente
entre todos os partidos políticos, 29% do fundo será destinado aos partidos na
proporção da representação parlamentar; outra cota de 29% irá para os partidos
que tenham elegido representantes em duas eleições consecutivas em, no mínimo,
cinco estados, obtendo, ainda, 1% dos votos válidos apurados no país.
Segundo dados do TSE, no dia 16 foram repassados aos
partidos com registro no tribunal e que estão aptos a receber os recursos de
janeiro, de R$ 10,097 milhões, excluídas as multas eleitorais. O dinheiro deve
chegar as contas dos partidos, segundo previsão do TSE, nesta quarta-feira
(21). Na próxima semana, segundo o TSE, os recursos de fevereiro também devem
já estar nas contas dos partidos.
|
|