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22 de Fevereiro de 2007 - 12h39 - Última modificação em 22 de Fevereiro de 2007 - 16h27


Brasil e Argentina não têm missão de “conter” a Venezuela, diz Kirchner

Farach Cabral
Da Agência Telam

 
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Vale do Orinoco (Argentina) - O presidente Néstor Kirchner criticou a idéia de que a Argentina, ao lado do Brasil, deveria fazer a “contenção” do presidente venezuelano, Hugo Chávez, no que se refere à má reação que tem com os Estados Unidos.

“Muito se tem dito nos últimos tempos que havia países que deviam conter outros países. Como no caso do [presidente Luiz Inácio] Lula da Silva e no meu caso, teríamos que conter o presidente Chávez. Erro absoluto”, disse Kirchner ontem (21) ao inaugurar o primeiro poço de exploração e produção conjuntas entre as estatais petrolíferas da Argentina e da Venezuela, na região do Orinoco.

Néstor Kirchner esteve com Chávez e falou a um auditorio de dezenas de empresários argentinos e funcionários do governo venezuelano. Lá, ratificou a decisão do governo argentino de avançar no processo de integração.

“Construímos com nosso irmão e companheiro Chávez um espaço na América do Sul para a concretização da dignidade dos nossos povos”, disse o argentino.

Sem mencionar de forma explícita o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o chefe de Estado venezuelano disse que o processo de integração que levam adiante vários países da região faz com que "venham os viajantes do Norte", em alusão à viagem que Bush fará a Brasil, Colômbia e Uruguai no próximo mês.

Durante a inauguração do empreendimento conjunto, Kirchner ressaltou que a associação é como “a ave Fênix [que ressurge de suas próprias cinzas], na política petrolífera. É como renascer depois de ter sido destruída toda nossa estrutura [na década de 90].



 

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