Skip to content. Skip to navigation

A empresa    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
22 de Fevereiro de 2007 - 14h19 - Última modificação em 22 de Fevereiro de 2007 - 14h19


Bispo apresenta projeto alternativo às obras de transposição do Rio São Francisco

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Roosewelt Pinheiro/ABr
Brasília - O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, mostra à imprensa carta que encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o Projeto de Integração do Rio São Francisco
Brasília - O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, mostra à imprensa carta que encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o Projeto de Integração do Rio São Francisco
Brasília - O bispo de Barra, na Bahia, dom Luiz Flávio Cappio, que fez greve de fome para protestar contra as obras de transposição do Rio São Francisco, veio à capital federal para entregar um projeto alternativo para amenizar a falta de água no semi-árido nordestino. Segundo ele, o próprio presidente Lula havia lhe pedido, em audiência no Palácio do Planalto em dezembro de 2005, uma alternativa. “Agora, a gente está apresentando uma proposta com menor custo ambiental e mais favorável à população pobre do semi-árido”, avaliou em entrevista na sede da Cúria Metropolitana de Brasília.

Na carta protocolada no Palácio do Planalto, dom Cappio sugere, em vez da construção de canais para desviar a água do Rio São Francisco, a revitalização do rio, a construção de cisternas para armazenar a água da chuva e a execução de 530 projetos da Agência Nacional de Águas (ANA) que, segundo ele, resolveriam os problemas de abastecimento hídrico no semi-árido brasileiro até 2015. “Essas obras custariam R$ 3,6 bilhões e seriam mais baratas e eficientes que qualquer transposição hídrica”, destacou o documento.

Segundo o bispo, o diálogo proposto pelos movimentos sociais como alternativa ao projeto não é uma discussão apenas "ideológica". “O debate vai se dar em torno de sugestões concretas, inclusive de órgãos oficiais”, ressaltou. Dom Cappio também negou querer atrapalhar o governo. “Ninguém aqui está contra o governo”, disse. “A gente quer apenas ajudar o presidente a administrar o projeto e comprometer-se com as reais necessidades da população.”

Para o religioso, o desvio de água do São Francisco, além de trazer impactos ambientais, trará benefícios apenas ao agronegócio. Segundo ele, o Ministério da Integração Nacional, que anunciou no último dia 14 a liberação de R$ 483 milhões para a transposição, atrelou a transposição à revitalização. “A transposição não é a única maneira de acabar com os problemas do rio”, avaliou dom Cappio. “Essa é uma desculpa do ministério para atender apenas às necessidades do capital.”

Na coletiva, foi anunciada uma série de mobilizações populares. Hoje (22), haverá uma manifestação em Belo Horizonte contra a transposição. No dia 12 de março, está programado um protesto em Brasília que deve contar com a presença de representantes do Comitê da Bacia do São Francisco e de movimentos sociais.


 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina