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23 de Fevereiro de 2007 - 18h31 - Última modificação em 24 de Fevereiro de 2007 - 02h09


Procurador-geral da República sugere arquivar processo contra Mercadante

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, recomendou que seja arquivado o processo contra o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) no caso da suposta tentativa de compra de um dossiê contra políticos do PSDB durante o processo eleitoral do ano passado. Ele enviou hoje (23) um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirmando que “não encontrou indícios de envolvimento” do senador.

Segundo a assessoria de imprensa da procuradoria, Souza solicitou que o STF encaminhe o processo para a 1ª Vara da Justiça Federal, em Cuiabá (MT), pois só faria sentido continuar no Supremo se algum investigado tivesse foro privilegiado – Mercadante é o único nesta condição, por ser parlamentar.

O procurador informou que seu parecer não foi divulgado oficialmente porque o processo corre em segredo de Justiça, de acordo com a assessoria.

Ao tomar conhecimento da decisão do procurador, Mercadante afirmou, em nota à imprensa, que está feliz porque “está se fazendo justiça”. Ele disse ter sido informado de que o procurador fez uma minuciosa análise do inquérito e concluiu não haver nada que o envolvesse.

O senador acrescentou: “[A decisão do procurador] comprova que, como tenho dito e repetido desde o início deste lamentável episódio, que tanto me prejudicou, não há nem nunca houve qualquer envolvimento, qualquer participação minha”. E afirmou que aguarda pronunciamento definitivo do STF.

O caso da suposta tentativa de compra do dossiê virou um dos principais assuntos da campanha eleitoral do ano passado. Então candidato ao governo de São Paulo, Mercadante foi acusado de ser responsável pela transação, a fim de prejudicar seu adversário, e hoje governador, José Serra. O episódio teve reflexos na campanha presidencial, por envolver também assessores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva e funcionários do governo e de empresas estatais.



 


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