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Brasília - O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) apontou duas possíveis formas de execução da suposta lavagem de dinheiro com prêmios de loterias da Caixa Econômica Federal, ambas com a conivência de funcionários do banco. Dias apresentou hoje (26) ao plenário documentos que comprovam a fraude, segundo ele.
Uma das formas é a seguinte. O interessado em legalizar dinheiro sujo deposita-o numa agência. O servidor usa o montante para pagar o prêmio ao verdadeiro ganhador e repassa o bilhete ao fraudador, que saca dinheiro limpo, como se tivesse dado sorte na loteria.
Como o vencedor tem até 90 dias para sacar seu prêmio, ele pode acumular vários bilhetes falsos (de valor baixo) até atingir o total que depositou e retirar tudo de uma vez. O senador não revelou que vantagem o bancário poderia levar, como, por exemplo, devolver um valor menor ao fraudador e ficar com a diferença.
A segunda possibilidade, segundo Álvaro Dias, seria o servidor armar um esquema com o criminoso e avisá-lo quando o verdadeiro ganhador fosse sacar o prêmio. Assim, ele poderia simplesmente comprar o bilhete, oferecendo, possivelmente, um valor maior. O senador não detalhou como seria o procedimento.
Num dos exemplos apresentados por Álvaro Dias, Aparecido Rocha teria ganhado 109 prêmios que somavam R$ 310 mil. Destes, 107 foram sacados no mesmo dia (26 de fevereiro de 2002). Já Vitório Basso, segundo o relatório, sacou R$ 4 milhões por conta de 17 bilhetes apostados no mesmo dia em diferentes casas lotéricas.
O senador ressaltou que algumas pessoas premiadas respondem na Justiça por crimes como receptação, estelionato, homicídio, sonegação fiscal, contrabando, porte de arma, evasão de divisas, loterias clandestinas, crimes contra o sistema financeiro, declaração falsa e lesão corporal.
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