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27 de Fevereiro de 2007 - 14h03 - Última modificação em 27 de Fevereiro de 2007 - 14h03


Para ministro, mapa ajuda no combate à violência ao indicar localidades com problemas

Ivan Richard
Da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Sáude, Agenor Álvares, avaliou, durante o lançamento do Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros, que a pesquisa é importante porque indica onde estão ocorrendo problemas. Dos 48.345 óbitos por homicídios, registrados em 2004, 34.712 aconteceram em cidades do interior do país. De acordo com o estudo, com base em dados de 1994 a 2004, isso mostra um crescimento da violência no interior do país, e não só nas grandes capitais e regiões metropolitanas.

Assim, afirmou, pode-se buscar "uma integração de esforço de todos os setores do governo para que se possa formular políticas de prevenção de acidentes, promoção da saúde e a cultura da paz". Segundo ele, qualquer tipo de ação feita exclusivamente pelo Ministério da Saúde, no sentido de prevenção da violência, pode não gerar a repercussão necessária para realizar diminuir a violência. "Temos que estar juntos, tem que haver uma política integrada", disse.

"Existe um processo de interiorizar a violência, até pelos mecanismos de controle de segurança implantados nos grandes municípios. De qualquer forma, para mim, ficou a surpresa de verificar que muitos municípios que não estão em nenhum mapa,  em nenhuma condição que o municípios possa se destacar por essa ou por aquela razão, mas estão sendo destacados agora com a questão da violência. São municípios pequenos, onde impera a lei da impunidade", critica.

Entre as dez cidades com maior taxa de mortalidade, quatro são do Mato Grosso - Colniza (1º), Juruena (2º), São José do Xingu (5º), Aripoanã (8º). Os demais são Coronel Sapucaia (MS), em 3º, Serra (ES), em 4º, Vila Boa (GO), em 6º, Tailândia (PA), em 7º, Ilha de Itamaracá (PE), em 9º, e Macaé (RJ), em 10º.



 


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