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27 de Fevereiro de 2007 - 21h06 - Última modificação em 27 de Fevereiro de 2007 - 21h09


Especialista diz que violência em cidades menores é reflexo do crime organizado

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O aumento da taxa de homicídios em municípios do interior é um fenômeno que vem sendo registrado desde o final da década de 1990, segundo a antropóloga Alba Zaluar. Coordenadora do Núcleo de Pesquisa das Violências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Zaluar aponta como um dos possíveis motivos, o uso desses municípios como entreposto para o tráfico de drogas e de armas.

"As cidades do interior são a passagem para as drogas e todas as outras formas de tráfico e, portanto, isso é um incentivo à criminalidade, na medida em que oferece (à população da cidade) ter uma atividade econômica ilegal. Isso acaba exigindo que todos os conflitos comerciais e pessoais sejam resolvidos violentamente”, disse a antropóloga.

Das 100 cidades com maior número de homicídios, apenas três são capitais: Recife (PE), Vitória (ES) e Maceió (AL). No ranking das 10 cidades com mais mortes, quatro são do Mato Grosso e uma do Mato Grosso do Sul, estados que fazem fronteira com a Bolívia e o Paraguai. Os dois países são importantes portas de entrada de drogas e de armas no Brasil, segundo a Polícia Federal.

Segundo a antropóloga, outra possível razão para o aumento do número de homicídios em cidades menores é o crescimento desordenado pela qual algumas delas passaram nos últimos anos, como Macaé, no Rio de Janeiro.


 


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