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Rio de Janeiro - O aumento da taxa de homicídios em municípios do interior é um fenômeno
que vem sendo registrado desde o final da década de 1990, segundo a
antropóloga Alba Zaluar. Coordenadora do Núcleo de Pesquisa das
Violências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Zaluar
aponta como um dos possíveis motivos, o uso desses municípios como
entreposto para o tráfico de drogas e de armas.
"As cidades do
interior são a passagem para as drogas e todas as outras formas de
tráfico e, portanto, isso é um incentivo à criminalidade, na medida em
que oferece (à população da cidade) ter uma atividade econômica ilegal.
Isso acaba exigindo que todos os conflitos comerciais e pessoais sejam
resolvidos violentamente”, disse a antropóloga.
Das 100 cidades com maior número de homicídios, apenas três são capitais: Recife (PE), Vitória (ES) e Maceió (AL). No ranking
das 10 cidades com mais mortes, quatro são do Mato Grosso e uma do Mato
Grosso do Sul, estados que fazem fronteira com a Bolívia e o Paraguai.
Os dois países são importantes portas de entrada de drogas e de armas
no Brasil, segundo a Polícia Federal.
Segundo a antropóloga,
outra possível razão para o aumento do número de homicídios em cidades
menores é o crescimento desordenado pela qual algumas delas passaram
nos últimos anos, como Macaé, no Rio de Janeiro.
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